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QUAIS SÃO OS EFEITOS DA MÚSICA EM NÓS?

O período de Carnaval é ótimo para ouvir música, dançar e extravasar. Mas você sabe qual é o efeito da música em nós? Um estudo norte-americano, publicado pelo Correio Braziliense, garante que o ser humano utiliza os mesmos padrões quando deseja expressar emoções por meio de melodias ou gestos. Mais abaixo, destacamos os 10 efeitos da música sobre a nossa mente, coração e saúde. Leia e veja se você se identifica com alguma delas (ou, quem sabe, com todas).

Segundo a matéria do Correio Braziliense, a música, literalmente, move as pessoas. Em todas as culturas, os primeiros acordes e batuques são suficientes para que as pessoas comecem a mexer o corpo, mesmo que discretamente. A relação entre som e movimento é tão forte que, em várias línguas do mundo, as palavras música e dança são intercambiáveis, e há casos em que são um mesmo vocábulo. Mas o que está por trás dessa ligação tão forte? Para determinar em que medida as duas expressões se comunicam, pesquisadores norte-americanos do Dartmouth College desenvolveram experimentos pelos quais puderam demonstrar que o ser humano utiliza a mesma estrutura de pensamento quando se expressa por meio de sons ou gestos.

Os testes foram aplicados tanto em moradores dos Estados Unidos como nos de uma vila isolada no Camboja. Utilizando um programa de computador, os participantes tinham de expressar, por meio de sons ou de movimentos, as emoções raiva, felicidade, tranquilidade, tristeza e susto. Além de concluir que as duas formas de expressão seguiam o mesmo padrão, os pesquisadores notaram que não havia diferenças significativas entre as duas culturas, indicando uma universalidade dos resultados, apresentados na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Os participantes eram instruídos a utilizar o tempo que fosse necessário para expressar as cinco emoções por meio de um software, capaz de gerar música por meio de melodias de piano e movimento a partir da animação de uma bola quicando. Ao tentar expressar raiva, por exemplo, os participantes que trabalhavam com os sons usavam mais notas por minuto e em intervalos menos lineares, por exemplo. Da mesma forma, aqueles que manipulavam a bola virtual também optavam por mais quiques por minuto. Por outro lado, ao manifestar tranquilidade por meio do programa, os participantes geravam notas e quiques de bola mais ritmados e espaçados. A comparação dos gráficos gerados pelo programa de computador mostrou aos especialistas que o padrão de quiques e melodias era muito semelhante para cada emoção.

Os 10 efeitos da música sobre a nossa mente, coração e saúde:

1) Sua playlist afeta o seu jeito de andar
Pode ser inconsciente, mas nossos pés automaticamente nos ajudam a acompanhar o estilo de música que estamos ouvindo. Assim, uma simples música que está em nossa mente pode ocasionar uma mudança no nosso jeito de andar.

2) Cantar exercita o coração
O ato de cantar, por meio dos movimentos que realizamos durante a cantoria da música, nos ajuda a exercitar o coração. Além disso, o ato de cantar também ajuda a exercitar os pulmões e libera endorfinas, que faz com que nos sintamos bem.

3) Melhora a memória
A música influencia diretamente no desempenho da memória. Por exemplo, as músicas de Mozart ou o estilo barroco chegam a provocar 60 batimentos por minuto, e esta atividade ativa o cérebro esquerdo e direito. Quando ocorre esta ação, de maneira simultânea, o corpo auxilia no aprendizado e na retenção de informações, por meio do processamento delas.

4) Diminui a dor
Um dos efeitos da música, de acordo com estudos realizados na Inglaterra, contribui para a redução da dor crônica, bem como de outras situações dolorosas. Além disso, a música diminui as incidências de depressão em até 25%.

5) Ajuda na concentração
Ouvir música – do estilo clássico – ajuda a relaxar e, por isso, aumenta a capacidade de concentração em todas as faixas etárias e níveis de habilidade.

6) Contribui para relaxar
Como dissemos no item anterior, o efeito da música ajuda a relaxar. O ato de ouvir música como pop e jazz contribui para trazer o efeito restaurativo. Além disso, a música clássica acelera os efeitos, pois a pressão sanguínea é normalizada bem mais rápido.

7) Aumenta o romance
De acordo com pesquisas, em um encontro, 52,3% das mulheres entregam o número do telefone após terem vivenciado um encontro ao som de música romântica. Em casos de música neutra, a porcentagem cai para 27,9%.

8) Motiva a realizar atividades físicas
Segundo estudos, atletas que correram com músicas rápidas ou músicas motivacionais conseguiram atingir um resultado melhor, quando comparado aos que não ouviam música ou que ouviam música lenta. Portanto, se você vai correr e quer um melhor desempenho, não se esqueça da música.

9) Influencia sua percepção de mundo
A música que você escuta costuma definir a forma como você pensa. O principal motivo é que a música prevê a personalidade dos ouvintes. Pesquisas apontam que pessoas que ouvem jazz, blues e folk costumam ser mais estáveis emocionalmente.

10) Melhora a qualidade do sono
Novos estudos apontam que pessoas que ouvem músicas relaxantes conseguem ter um sono ainda melhor, quando comparado às pessoas que não ouvem. As pessoas que sofrem com insônia podem seguir esta dica.

 

Fonte: https://ibcmed.com/quais-sao-os-efeitos-da-musica-em-nos/

Notícias

10 curiosidades incríveis sobre música

É difícil encontrar alguém que não ame música. Todo mundo tem um artista preferido, uma faixa que marcou um momento da vida ou até uma tatuagem com letra de alguma canção.

Talvez, por isso mesmo, você já tenha se perguntado: por que será que música move tanto a gente?

10 curiosidades que você não sabia sobre música

A gente aposta que você vai acabar compartilhando alguma dessas curiosidades com aquele seu amigo que ama música ou contar na mesa de bar. Vem conferir:

1. A música pode ser utilizada como tratamento para mal de Parkinson e pacientes que sofreram AVC

A gente fica emocionado só de contar essa! E não é mentira ou exagero: vários estudos mostram que há uma forte relação entre a música, nossa coordenação motora, nosso controle postural e nosso equilíbrio.

Neurologistas afirmam que a musicoterapia, por tempo prolongado, pode melhorar e muito a saúde de um paciente.

2. Só uma em cada 10 mil pessoas consegue reconhecer uma nota musical de ouvido, sem referência

Já ouviu falar de ouvido absoluto? É um fenômeno raro, em que uma pessoa consegue ouvir e reconhecer uma nota musical sem ter um tom de referência.

Se você não tem ouvido absoluto, sinto lhe dizer que nós não conseguimos desenvolver essa habilidade depois de adultos. Mas sem desespero! Sempre dá pra aprender a ter ouvido relativo, que é reconhecer uma nota ouvida a partir de uma referência.

3. De modo geral, músicos tendem a ter uma média de vida menor que o resto da população.

Um estudo chamado Stairway to H*ll: Life and Death in the Pop Music Industry avaliou a longevidade de músicos comparada à do resto da população americana. O resultado foi que, em média, músicos vivem 25 anos a menos. 

Dá pra imaginar o motivo, né? A indústria musical é famosa pelos seus excessos, seja com relação à drogas e álcool ou ao ritmo intenso da carreira. 😕

4. Música estimula e utiliza praticamente todo o nosso cérebro.

Essa explica um pouco por que gostamos tanto de música: é tipo um carinho pro nosso cérebro! Poucas atividades estimulam quase todas as áreas do órgão, e música é uma delas.

5. Músicas aumentam a velocidade do crescimento de plantas!

Sim, eu juro! Segundo um estudo conduzido na Coreia do Sul, plantas crescem mais rápido se você tocar música pra elas.

A pesquisa foi feita com peças clássicas que foram reproduzidas para diferentes plantações, incluindo a Sonata ao Luar de Beethoven. Segundo os cientistas, plantas tem genes que as permitem “ouvir”.

Se você plantou um manjericão na varanda do seu apartamento e não cresceu ainda, experimenta botar sua playlist pra mudinha ouvir!

6. Fãs de música clássica e de heavy metal tem personalidades semelhantes.

Uma pesquisa feita pela Universidade da Escócia traçou um perfil dos fãs de cada gênero musical, analisando cerca de 36 mil pessoas no mundo todo.

Fora a diferença de idade, os pesquisadores descobriram que os fãs de heavy metal e de música clássica têm personalidades praticamente iguais: são criativos, introspectivos e tranquilos. E aí, você é um deles?

7. 5% da população mundial tem aversão à música.

Dá pra acreditar? A chamada “anedonia musical” afeta 5% das pessoas, que simplesmente não gostam de música. Mas não é uma doença nem nada disso: são pessoas que apreciam outros estímulos aos sentidos, só não curtem música.

8. Músicas felizes ou tristes afetam a forma que você vê o mundo ao seu redor.

Fica ouvindo músicas tristes e acha que isso não afeta seu humor? Tenho más notícias pra você! Estudos comprovam que nosso cérebro associa as diversas informações dos seus sentidos e faz uma somatória desses estímulos.

Aos poucos, o tom de uma música feliz pode elevar seu ânimo e fazer com que você veja as coisas de forma mais positiva, por exemplo. Ou seja: pode ouvir sua música triste sim, mas com moderação, tá?

9. Sua música preferida provavelmente é sua preferida porque você associa a algum evento emocional na sua vida.

Associamos músicas específicas a eventos específicos, conscientemente ou não. Sua canção preferida talvez não esteja ligada a um caso que você se lembre, mas provavelmente o assunto ou a ~vibe~ faz seu cérebro associar a faixa a uma boa memória.

10. O show gratuito com o maior público de todos os tempos foi realizado no Brasil!

De acordo com o Guinness World Records, o show de Rod Stewart no RJ em 1993 teve o maior número de pessoas da história de concertos gratuitos. Foi no Ano Novo, e cerca de 4,2 milhões de pessoas estiveram presentes na Praia de Copacabana!

Veja Mais: https://www.letras.mus.br/blog/curiosidades-sobre-musica/

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Escutar música é algo tão corriqueiro que é difícil imaginar a influência que ela tem em nosso cérebro e como modifica nossas estruturas emocionais. Mas isso acontece. Quando captados pelos ouvidos, os sons musicais vão até áreas responsáveis pela interpretação do estímulo primário (neste caso, o som), até que tal estímulo é categorizado pelo cérebro dentro de um padrão específico conforme ele se repete (ritmo). Ao reconhecer o ritmo e, posteriormente, a harmonia, o cérebro se desperta e acende múltiplas outras regiões: percorre o tronco cerebral, o tálamo e são inicialmente percebidos e interpretados nos lobos temporais, desencadeando reações secundárias. Mesmo atingindo regiões específicas, a música tem o poder de acionar o cérebro como um todo .

Um estudo publicado na revista científica norte-americana Neuron em 2015, descobriu uma área no cérebro localizada no córtex auditivo que identifica a música, mas não outros sons, como a fala, por exemplo. Neuro Rodrigues de Almeida Neto, neurologista e preceptor em neurologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, explica que o impacto da música pode ser dividido em alguns pontos baseados em aspectos da vida diária em que há influência musical. Humor e estado mental O humor tem relação, principalmente, com os neurotransmissores serotonina e dopamina, explica Fernando Gomes, neurocirurgião e neurocientista do Hospital das Clínicas de São Paulo. “A música é capaz de estimular esses circuitos e modular o humor, induzindo a euforia, alegria ou até mesmo o baixo-astral”, completa. Almeida Neto cita como exemplo determinados padrões, escalas de notas musicais e ritmos que são capazes de mudar a maneira como recebemos o conteúdo de um espetáculo de teatro, de um filme ou até mesmo de uma cena de novela, reforçando a carga emocional.

Ele explica que as harmonias que geram sentimentos alegres ou tristes no ocidente são diferentes e até mesmo antagônicas às do oriente. “Isso se deve justamente pelo atrelar de emoções com os padrões musicais ao longo do desenvolvimento psicossocial de uma determinada cultura”, afirma. Quando a música passa a fazer parte da memória afetiva, ao ser ativada, irá modificar o nível de hormônios e neurotransmissores no corpo humano, seja aumentando ou reduzindo o nível de alerta, acalmando ou irritando, alegrando ou deprimindo. Nestes casos, não é apenas a canção em si, mas os sentimentos que te ligam a esta música. Ao evocar memórias, a música funciona como uma facilitadora de vivências emocionais.

Cognição e aprendizado

Segundo Almeida Neto, a música é fonte de mudanças no estado de alerta, adaptabilidade e receptibilidade de informações novas. “A chamada plasticidade [capacidade do sistema nervoso gerar e adaptar conexões em uma rede já estabelecida] é capaz de modificar micro e macroscopicamente determinadas regiões do cérebro”.

“A curto prazo, a música pode melhorar agudamente a concentração, inclusive com padrões musicais específicos”, afirma o médico. Ele diz ainda que, no longo prazo, ela facilita a absorção de novos padrões e facilita o aprendizado de novas linguagens e informações.

Esses fatores acontecem tanto em crianças quanto em adultos em idade avançada. Apesar de ser em menor grau, o aprendizado musical ou mesmo só escutar músicas, pode induzir plasticidade e adaptação. Alemida Neto orienta aos pacientes que aprendam estilos musicais e instrumentos como forma de aumentar a “reserva cognitiva”.

Terapia médica ou musicoterapia

Começaram na década de 70 os estudos e a aplicação de terapia musical, ou musicoterapia, para auxiliar pacientes com transtornos de ansiedade ou antes de uma cirurgia. “Um exemplo muito interessante de aplicação da música e ritmo é seu auxílio no caminhar de pacientes com doença de Parkinson”, explica o neurologista.

Segundo o médico, o ritmo é capaz de desbloquear a incapacidade do paciente caminhar, pois a marcha em cima de um ritmo é gerada em um local do cérebro que não está afetado pela doença. Pessoas que possuem autismo e suas variantes usam a música para facilitar a interação social, comunicação não verbal, iniciativa, empatia, alegria e relacionamento interpessoal.

O cérebro influencia no nosso gosto musical?

Para Gomes, influências genéticas e culturais afetam as preferências dos ritmos entre as pessoas. “Se uma pessoa é exposta durante a sua infância e adolescência a um determinado tipo de ritmo, música caribenha, por exemplo para um morador da América Central, com experiências e vivências emocionais positivas, como afeto, amores, amizade, família e amigos, o cérebro dela irá naturalmente apreciar tal ritmo”.

Entretanto, o neurocientista analisa que há evidências de que fatores genéticos influenciam no padrão dos receptores neurais da dopamina relacionados com a música, ou seja, algumas pessoas já são naturalmente mais sensíveis musicalmente e, portanto, podem apresentar maior gosto pela música e até mesmo por diferentes ritmos.

Veja Mais: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/10/24/musica-interfere-no-nosso-cerebro-e-melhora-humor-e-aprendizado.htm

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O bem que a música faz

A musicoterapia é um híbrido entre arte e saúde e serve para promover a comunicação, expressão e aprendizado

Há músicas que contêm memórias de momentos vividos. Trazem-nos de volta um passado. Lembramo-nos de lugares, objetos, rostos, gestos, sentimentos. (…) Mas há músicas que nos fazem retornar a um passado que nunca aconteceu”, escreveu o psicanalista e escritor Rubem Alves (1933-2014), em seu livro “Na morada das palavras”. 

Inclusive, a música nos remete a uma conhecida expressão, usada quando queremos nos referir a uma boa notícia, a uma sensação prazerosa: “Isso soa como música para os meus ouvidos”.

Tal é o poder e a magia da música. Como se fosse pouco, ao se descobrir seus benefícios para o tratamento de saúde, surgiu a musicoterapia, que vem a ser o uso da música num contexto de tratamento, reabilitação ou prevenção de problemas de saúde e para promover o bem-estar. Trata-se de um processo sistemático, que decorre ao longo do tempo e é baseado em evidências científicas, conduzido por um terapeuta a uma pessoa ou a um grupo.

Através de sons, cantos e instrumentos musicais, o tratamento proporciona o equilíbrio do indivíduo em várias dimensões – psicológica, social e até física. Também atua na recuperação de pessoas que apresentam distúrbios de fala e audição, bem como problemas neurológicos, deficiências ou doenças mentais.

Abrir canais de comunicação

E como funciona e quais são os benefícios da musicoterapia? O terapeuta Alexandre Faria explica, no blog Eu sem Fronteiras, que a nomenclatura já é autoexplicativa, isto é, o musico terapeuta é terapeuta e não professor de música. “Ele não tem como objetivo montar bandas ou corais com os pacientes/clientes, a menos que este formato faça parte do processo terapêutico”.

Segundo ele, esse método utiliza a música e/ou seus elementos (som, melodia, harmonia e ritmo) como ferramentas de trabalho dentro do processo terapêutico. “De acordo com Benenzon (autor de “Teoria da musicoterapia: contribuição ao conhecimento do contexto não-verbal”, 1988), a musicoterapia tem como objetivo abrir canais de comunicação no ser humano, a fim de estabelecer efeitos terapêuticos, psicoprofiláticos e reabilitação no paciente e na sociedade. Neste momento o sujeito passa a ser um todo e não partes, um olhar para o biopsicossocial”.

Resumindo, podemos definir a musicoterapia como um híbrido entre arte e saúde que serve para promover a comunicação, expressão e aprendizado. Pode ser utilizado em qualquer área que haja demanda, seja promovendo saúde, reabilitando ou atuando como medida de prevenção ou simplesmente para melhorar a qualidade de vida.

E também pode ser aplicada de forma comunitária, ou social, visando fortalecer grupos e possibilitar o engajamento e organização necessários para que os indivíduos tenham plenas capacidades de enfrentar os desafios comuns da vida em sociedade.

Segundo a Federação Mundial de Musicoterapia, “a musicoterapia objetiva desenvolver potenciais e restabelecer as funções do indivíduo para que ele/ela possa alcançar uma melhor integração intra e interpessoal e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida”.

A música e o cérebro

A música evoca emoções intensas e age no cérebro ativando diversas regiões. Um estudo publicado em 2014 na revista PLoS One analisou como o cérebro funciona quando sob influência de música

.Nesse estudo, os pesquisadores colocaram músicos de jazz para tocar seus instrumentos enquanto faziam uma ressonância magnética do cérebro. Essa prática serviu para averiguar quais partes do cérebro se acendiam quando os músicos estavam tocando.

Além de se constatar que todas aquelas regiões foram de fato ativadas, os pesquisadores pediram que os músicos improvisassem em conjunto. Isso possibilitou a constatação de que o cérebro, quando estamos improvisando uma música em conjunto, funciona de uma maneira muito similar a quando estamos conversando oralmente com outra pessoa.

Essa descoberta serve de respaldo para musicoterapia e seus benefícios para processos comunicativos, visto que as mesmas áreas de comunicação se acendem tanto quando estamos conversando como quando estamos tocando algum instrumento com outra pessoa.

Além disso, a música ativa diversas regiões do cérebro responsáveis pela memória, como o hipocampo. Isso faz com que ela possa ser utilizada de forma terapêutica em pacientes que sofrem com doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

É bastante difícil descrever o que acontece em uma sessão de musicoterapia, pois existem diversas abordagens de tratamento. Ele pode ser realizado com o paciente passivo, somente escutando o musicoterapeuta tocando, ou ativo, ou seja, participando e fazendo música com o terapeuta.

Essas sessões de terapia são muito úteis para ajudar no desenvolvimento de habilidades comunicativas e de autoexpressão. Também é possível da musicoterapia ser utilizada em grupos, em que todos os membros tocam algum instrumento em conjunto e participam da execução de uma música. Segundo os estudos de caso, as sessões ajudam os pacientes a se soltarem mais e expressarem as próprias emoções com mais facilidade. (Fonte: blog Minuto Saudável).

Alucinações musicais, relatos sobre a música e o cérebro 

“A música é uma das experiências humanas mais assombrosas e inesquecíveis, e no livro “Alucinações musicais, relatos sobre a música e o cérebro”, o neurologista e escritor Oliver Sacks nos faz entender por quê. A exemplo de seus livros anteriores, entre os quais se destacam “Tempo de despertar” e “O homem que confundiu sua mulher com um chapéu”, Sacks nos oferece histórias musicais cheias de drama e compaixão humana envolvendo pessoas comuns ou portadoras de distúrbios neuroperceptivos.

O que se passa com o cérebro humano ao fazer ou ouvir música? Onde exatamente reside o enorme poder, muitas vezes indomável, que a música exerce sobre nós? Essas são algumas das questões que Oliver Sacks explora, em seu estilo cativante, nesta admirável coletânea de casos, mostrando, por exemplo, como a música pode nos induzir a estados emocionais que de outra maneira seriam ignorados por nossa mente ou ainda evocar memórias supostamente perdidas nos meandros do cérebro.

É impossível não se impressionar com a história do médico que experimenta, depois de atingido por um raio, uma irresistível compulsão por música de piano, a ponto de se tornar ele mesmo um pianista. Ou com os casos de “amusia”, uma condição clínica que faz Mozart soar como uma trombada automobilística aos ouvidos da pessoa afetada.

Sem contar as histórias de gente afetada dia e noite por alucinações musicais incessantes. O estudo de casos surpreendentes de pessoas com distúrbios neurológicos ou perceptivos ligados à música reitera a crença de Sacks em uma medicina que humaniza o paciente e tenta, junto com a abordagem clínica, integrar as dimensões psicológica, moral e espiritual tanto das afecções quanto de seu tratamento.”

Sobre o autor

Oliver Sacks (1933-2015) foi um neurologista britânico, autor de diversos best sellers e professor de neurologia clínica na Columbia University. Com a publicação de “Enxaqueca”, em 1970, iniciou uma brilhante carreira de escritor. As histórias de seus pacientes lhe serviram de inspiração para escrever a maioria dos seus livros, em grande parte relatos clínicos da vida de seus pacientes. Além disso, teve um papel importantíssimo na criação e fundamentação científica do Institute for Music and Neurologic Function (Instituto para Música e Funções Neurológicas). Seu livro “Tempo de Despertar” inspirou o filme homônimo com Robert De Niro e Robin Williams. (Fonte: editora Companhia das Letras).

 

Fonte: http://acervo.avozdaserra.com.br/noticias/o-bem-que-musica-faz

 

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História da Bossa Nova: conheça o estilo que levou o Brasil para o mundo

Ah, a bossa nova! Música com o gostinho do Rio de Janeiro, que traz o cheiro do mar junto com o som do violão.

Com as letras poéticas de Vinicius de Moraes e a complexidade dos acordes de Tom Jobim, ao lado do ritmo limpo de João Gilberto, o estilo musical brasileiro nasceu na década de 50 e levou para o mundo inteiro um toque de brasilidade.

Pode-se dizer que a bossa nova é uma das principais culpadas pelo fato de o Brasil ser mundialmente conhecido pelo que na verdade é só o Rio de Janeiro.

Mas, afinal, de onde a bossa nova surgiu? Vem descobrir o que levou à criação de um dos grandes ritmos da música brasileira.

A história da bossa nova

Antes de começar a falar sobre a história da bossa nova, precisamos falar sobre o contexto da época. Era um momento pós-ditadura de Vargas, em um Brasil que começava a se acostumar com a ideia de liberdade.

Falava-se em reformas e em mudanças e, principalmente a partir da eleição de Juscelino Kubitschek, em 1955, a palavra da vez era modernização.

A música, sendo elemento social que interage com a época, não podia passar imune a todo esse sentimento de avanço. Na época, o samba-canção fazia sucesso, mas já não combinava mais com o estilo de vida dos jovens.

Roberto Menescal, um dos fundadores do estilo, conta que ele e os amigos buscavam uma música mais moderna e mais alegre e cujas letras falassem sobre o que eles sentiam.

Foi assim que, na década de 50, um grupo de jovens da Zona Sul do Rio de Janeiro começou a se reinventar.

Reunidos em rodas de samba e de viola, nas varandas dos apartamentos ou na praia, os nomes da bossa nova começaram a surgir, ainda adolescentes. Carlos Lyra, autor de um dos primeiros sucessos do estilo, escreveu a letra de Maria Ninguém durante uma aula no ensino médio.

Influência internacional na bossa nova

Além do samba, genuinamente brasileiro, a bossa nova também teve influência do Jazz. Foi a partir dessa mistura que o cantor e compositor João Gilberto definiu o ritmo que ficou conhecido como batida diferente e que veio a se tornar a bossa nova.

Também foi ele quem criou o jeito falado de cantar, com voz baixa e suave, e com as notas exatas, sem voltas.

É importante dizer que os jovens que integravam o movimento que originou a bossa nova eram de classe média. Isso pode não parecer tão relevante, mas foi determinante para o rumo que a música tomou.

Acontece que foi isso que fez com que eles tivessem contato com o exterior, com as influências que vinham de outros países, além do conhecimento de música clássica que muitos tinham.

Chega de Saudade, primeiro hit da bossa nova

A saída oficial do estilo de dentro das rodinhas aconteceu quando João Gilberto lançou um disco compacto que continha o primeiro grande sucesso da bossa nova: Chega de Saudade, uma composição da dupla Tom Jobim e Vinicius de Moraes.

E por falar em Tom Jobim, foi ele quem trouxe para a bossa nova as características que fazem ela ser temida pelos músicos iniciantes: os acordes complexos e as mudanças um tanto quanto inusitadas na melodia.

Na época, Tom já era expert em música clássica e trouxe essa influência para suas composições.

A ideia deu tão certo que ainda no auge do sucesso — se é que ele saiu de lá um dia —, Tom Jobim se tornou o segundo músico mais reproduzido do mundo, atrás apenas dos Beatles.

A capacidade do cantor de arranjar e dar ainda mais beleza pra música fica muito clara em Samba de Uma Nota Só, por exemplo.

A música fez sucesso na voz da cantora Nara Leão, uma das maiores intérpretes da época, que ficou consagrada como a musa da bossa nova — título mais que merecido, né?

O sucesso mundial de Garota de Ipanema

Se Tom Jobim ficou conhecido como o maior arranjador da bossa nova, Vinicius de Moraes é dono do título de maior letrista.

Poeta por natureza, diplomata e um dos maiores escritores da literatura brasileira, Vinicius decidiu encaixar suas letras justamente naquele novo ritmo.

Foi aí que nasceu a parceria entre Tom e Vinicius, uma dupla que se consagrou pela eternidade e que é dona de incontáveis sucessos da música brasileira.

É deles a famosa Garota de Ipanema, que chegou a ficar 96 semanas na segunda posição do Top 100 da Billboard, competindo pelo topo com A Hard Day’s Night, dos Beatles.

 

Mas, como o próprio Tom Jobim disse, era injusto competir com eles, porque eles eram quatro e ele era um só 😅

A história da bossa nova continua até hoje

A história da bossa nova teve começo, mas não teve fim. Há quem ouse dizer que ela acabou na década de 60, logo depois do golpe militar, quando as músicas começaram a falar mais sobre questões sociais e toda aquela alegria e esperança de modernização foram dando lugar à angústia da repressão.

Mas a bossa nova nunca acabou. Uma vez ouvida, a música existe e continua circulando por aí, se adaptando e sempre no ouvido e no coração de alguém.

Os hits da Bossa continuam fazendo sucesso hoje, e seus grandes nomes nunca deixaram de estar presentes na música brasileira. As novas gerações vão readaptando e dando vida ao estilo.

Depois dela, veio a MPB

Durante a ditadura, a bossa nova foi sofrendo mudanças com as quais alguns membros do movimento concordavam e outros não.

Foi dessa divisão que a bossa nova abriu as portas e até emprestou os primeiros artistas para o surgimento da MPB. Mas isso é assunto para outro post. Bora conferir a história da MPB?

Fonte: https://www.letras.mus.br/blog/historia-da-bossa-nova/

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Estilos musicais brasileiros: os 6 principais gêneros do país

Vamos começar esse texto com uma afirmação importante: não existe nada como a música brasileira.

Poucos países podem ser orgulhar de ter uma história musical tão incrível, que influenciou o resto do mundo, como a do Brasil.

Pensa com a gente: de Tom e Vinícius ao Clube da Esquina, passando por Cartola, Gonzaguinha, Elis Regina, Tião Carreiro e Pardinho… Quantos artistas e estilos incríveis existem na nossa terra!

Esse é o nosso papo de hoje — vamos falar um pouco dos estilos musicais que mais marcaram o Brasil nos últimos tempos, além de seus principais nomes. Vem ver!

Estilos musicais brasileiros

Talvez um fator importante tenha sido a mescla de culturas que formaram o nosso país: com os ritmos e cantos africanos, as músicas eruditas europeias e até os ritos tradicionais indígenas, a história da nossa música já começou cheia de influências.

Outra coisa que pode ter estimulado a diversidade de estilos é a própria diversidade de paisagens, afinal o campo pede uma trilha sonora um pouco diferente da praia, que pede uma trilha diferente da caatinga, né?

Fato é que existem vários estilos musicais no Brasil, alguns adaptados de tendências lá fora e outros bem a cara da nossa terra. Como não teria espaço no nosso texto para listar tooooodos os estilos, selecionamos os 6 principais:

Sertanejo

Um dos maiores gêneros na música brasileira, sertanejo surgiu como uma representação do povo do interior, especialmente do sertão, como o nome sugere.

É um estilo super tradicional, que teve um começo simples: eram os caipiras que entravam com a roda de viola e começaram a compor o tal modão, cantando sobre as alegrias e angústias da vida na roça.

Hoje, o estilo já se transformou bastante e deu origem a subgêneros que o Brasil adora, como o sertanejo universitário. Mesmo se você não curte ouvir um modão no bar, não dá pra negar que nomes como Chitãozinho & Xororó e até Marília Mendonça são gigantes na música brasileira.

Samba

O samba é outro gênero que tem uma história muito antiga no Brasil: nasceu na Bahia, com influência africana, nas chamadas rodas de samba, muito parecidas com rodas de capoeira, e desembarcou pouco tempo depois no Rio, onde rapidamente se popularizou e foi se tornando parte até da nossa identidade nacional. 

Tudo isso começou como uma campanha do então presidente Getúlio Vargas, que queria que o samba virasse um símbolo brasileiro — e funcionou! Afinal, quem nunca dançou um sambinha ou curtiu aquele som do cavaquinho e do pandeiro?

Quando chegaram os Carnavais e vieram as escolas de samba, então, o estilo ficou gigante. E dele veio o samba-canção, os sambas-enredo, a bossa, o pagode e vários gêneros que a gente ama. E muitos nomes do samba são grandes ídolos da música: Noel Rosa, Cartola, Pixinguinha, Martinho da Vila…

Bossa Nova

Há quem diga que a bossa é parte do samba e há quem diga que são coisas diferentes.

A gente separou porque, de qualquer forma, a bossa nova é importante demais pra não ganhar seu próprio espaço no nosso texto. Afinal, foi ela que nos deu João Gilberto, Tom e Vinícius, com essa misturinha de jazz e samba.

Além do som delicioso, a bossa é um dos elementos que os gringos mais amam (e tentam imitar) na nossa música. E afinal, poucas coisas na cultura brasileira do século XX são mais icônicas que aquela música… sabe qual? Sim, essa mesma.

Funk

O funk carioca é outro gênero totalmente brasileiro, que hoje acompanha o reggaeton como um dos estilos latinos mais exportados atualmente.

Tudo começou como uma expressão da cultura da periferia, com samples do hip-hop e letras explícitas, mas que mostravam um pouco do dia a dia dos bailes.

Goste ou não, o funk virou uma potência e hoje toca em todo o Brasil, principalmente com cantores como Anitta, Ludmilla e Kevinho. O estilo segue se transformando: temos o 150 BPM e as misturas entre funk e eletrônico, botando todo mundo pra dançar.

Rap

rap brasileiro cresceu muito nas últimas décadas e ocupa uma grande parte do que toca nas rádios. E é claro que teria a cara do Brasil: são letras que falam da realidade de quem mora no nosso país, especialmente nas periferias.

Dos duelos de MC’s nas capitais, já saíram nomes importantíssimos pra gente hoje, como Criolo e Emicida.

O rap também se mistura muito com o pop, MPB, e gera colaborações entre vários artistas fenomenais.

MPB

Como definir a música popular brasileira? Talvez a melhor explicação é que não há definição: a MPB representa a junção de vários estilos e influências, com artistas diversos. 

Mas o que a gente conhece como MPB surgiu lá na época da ditadura militar, com alguns gigantes da música: Caetano, Gilberto Gil, Chico Buarque, Elis Regina e por aí vai.

A música popular brasileira nos deu canções de protesto, movimentos como Jovem Guarda e Tropicália e também muita música pra curtir a vida.

E tem o que muita gente chama de nova MPB: Tiago Iorc, Anavitória, Maria Gadú e mais. Aquela música brasileira pra curtir com seus amigos em um festival, sabe?

Nossa seleção: o Brasil brasileiro

Ai, dá até vontade de sair ouvindo tudo, né? Esses estilos são só alguns dos gêneros que fazem a nossa música ser incrível!

Foram artistas que sempre andaram lado a lado com a nossa história, movimentando a cultura, levantando discussões e botando várias gerações pra dançar.

Pensando nesses gêneros que listamos, fizemos uma seleção de canções brasileiríssimas pra curtir uma das coisas que o nosso país tem de melhor: a música. Dê play na playlist Brasil brasileiro e cante a plenos pulmões!

Fonte: https://www.letras.mus.br/blog/estilos-musicais-brasileiros/

Notícias, Novidades

Shows drive-in: o lado bom e o lado ruim de ver eventos com música ao vivo dentro do carro

Repórteres do G1 contam experiências diferentes no Allianz Parque, em SP. Leia textos e ouça podcast com opiniões de artistas que já tocaram em eventos deste formato.

Do pop rock e forró ao pagode, balada romântica, MPB, infantil e reggae. Há shows em drive-in de vários estilos, espalhados por estádios e estacionamentos pelo Brasil.

G1 mostra abaixo dois relatos diferentes, de dois repórteres que tiveram experiências igualmente diferentes. Uma recomenda o show motorizado; o outro só voltaria a um evento do tipo pelo dever da profissão.

O LADO BOM (por Marília Neves)

Frases como “não vejo sentido” e “nunca gastarei dinheiro com isso” são comuns diante de relatos e notícias de shows drive-in. Ao mesmo tempo, a curiosidade e os questionamentos a quem já esteve diante do palco, sentado no banco do carro, também é grande. Para estes que ainda não bateram o martelo do “não” e estão abertos à possibilidade do “sim”, há alguns pontos a favor.

O som é melhor do que o imaginado. Ao menos no Arena Session, espaço criado para o esquema drive-in no Allianz Parque, o som vem de duas caixas de som colocadas ao lado das janelas de cada carro (uma espécie de home theater), o que traz uma experiência bem melhor do que se fosse o som através da sintonia de uma rádio local, como acontece em alguns espaços ou em caso de chuva.

Apesar de não ser a forma mais potente de se transmitir o som do show, ainda assim é uma saída bem boa, ainda mais se comparada a algumas apresentações já realizadas no Allianz Parque Hall, espaço reservado para shows mais intimistas no estádio, onde o som decepciona.

Para seguir as recomendações e cuidados com a pandemia, a organização tem sido impecável. Contaminações decorrentes de um evento como esse seriam imperdoáveis. Com isso, sinalizações, equipe de atendimento, aferição de temperatura, produção e higienização de palco fazem toda a diferença.

Tudo isso mostra que pode valer a pena sair de casa com segurança, sem quebrar a quarentena, para tentar experimentar algo novo e que, ao que tudo indica, só vai durar até o fim da pandemia.

Esse também é um ponto que pode aumentar a lista de itens positivos. A experiência com algo diferente em um momento completamente atípico. Dentro da possibilidade que temos (falando em nome de quem não está furando a quarentena), participar de um evento experimental e sair um pouco da rotina pode ser interessante.

Ainda mais quando parte da rotina para entretenimento era acompanhar lives musicais, que foi até uma fase importante de transição para valorizar o show drive-in, com os músicos ali ao vivo.

Para quem fica irritado com os atrasos de uma hora – às vezes mais – dos shows normais, vai aí mais um ponto positivo. A pontualidade do drive-in é britânica. Atrasar a apresentação em um caso como esses só iria irritar o visitante e fazer com que as buzinas (os aplausos do drive-in) funcionassem com sua função original e tornasse o ambiente totalmente enlouquecedor e desagradável, como qualquer trânsito.

Um ponto positivo para os que chegam a festas e eventos já procurando lugar para sentar: o carro já te dá esse conforto. Claro que seria ótimo poder esticar as pernas de vez em quando, levantar e dançar um pouco. Mas como os shows drive-in não costumam ser longos, o período sentado não chega a incomodar.

Outro fator de destaque no show drive-in vai muito além da música ou do artista que se apresenta no palco. Casas de shows e estádios proíbem que você entre com bebidas e alimentos. E os locais colocam o valor que bem entendem nos produtos, fazendo com que a experiência do show sai bem mais cara do que o valor apenas do ingresso.

No show drive-in, você tem a opção de levar o que quiser consumir no carro. E se não quiser levar nada e comprar no local, também tem a possibilidade. No Arena Session, por exemplo, é possível baixar um aplicativo e pedir sua refeição (com direito a opções vegetarianas).

Não sou a favor de generalizar e dizer que “toda a experiência é válida”, mas essa foi uma que decidi ir sem preconceitos e me surpreendi positivamente. Iria de novo. Mas, sem dúvida, não será opção para sempre.

O LADO RUIM (Por Braulio Lorentz)

A única coisa que explica esse formato de shows em carro é o desespero de querer ver música ao vivo de novo, de querer sair de casa. É compreensível ter essa vontade, é claro, e o mais legal da experiência seria ter a possibilidade de ver um show ao vivo com segurança.

Mas do que vale gastar combustível e ingresso (até R$ 550 por carro) se, no fim, você quase não tem a sensação de que está em um show? Buzinar e piscar farol em vez de aplaudir é mais deprimente do que emendar lives numa noite de sábado para fingir que está em um festival. No começo, buzinar é engraçado. Depois, a sensação é horrível.

A experiência de ver música ao vivo no drive-in é uma mistura de trânsito lotado, com show normal e com assistir clipes no YouTube. Dentro do carro, você não tem noção de coletivo. Você não se sente parte de uma plateia. Não há noção de aplauso, de vaia, de qual música as pessoas estão cantando mais. Ou menos. Plateia em carro não é plateia. É estacionamento.

E ainda tem uma spamzada sem fim. Quem não é fã de ações promocionais vai ter dificuldade de fugir delas, porque você está ali dentro, não tem como desviar dos jabás, dos brindes. Está aí uma chance de renovar o estoque de máscaras vagabundas e outras bugigangas.

Mas e o som? A qualidade das caixinhas que ficam do lado do carro é mediana, mas não chega a ser um problema. No Allianz Parque, o som era menos potente e de configuração mais econômica do que nos grandes shows normais que acontecem em estádios.

Se chover, a situação tende a ficar ainda pior: a única opção seria escutar o som no rádio do carro. Aí a dose de desespero tem que ser muito maior. Quem sairia de casa para ouvir um show com as idas e vindas do para-brisa, e ouvindo no rádio?

Comparada à experiência do cine drive-in, a sensação de estranhamento de ver shows em um carro é muito maior. Você não ouve o barulho das outras pessoas e não consegue se mover pela frente do palco durante o show, para tentar ficar em um lugar em que o som está melhor, por exemplo.

A movimentação pela plateia e a interação entre fãs (e dos fãs com o artista) são a essência de um show. Assistindo a filmes, as experiências no carro ou na sala de cinema são quase a mesma. Por isso, vida longa aos cines drive-in. Shows drive-in, não contem comigo.

Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2020/07/16/shows-drive-in-o-lado-bom-e-o-lado-ruim-de-ver-eventos-com-musica-ao-vivo-dentro-do-carro.ghtml

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Cantar faz bem para a saúde

A escritora americana Stacy Horn publicou um livro que tenta provar com meios científicos o que quase todo mundo sente na pele: cantar faz bem à saúde. Em Imperfect Harmony: Finding Happiness Singing With Others (“Harmonia Imperfeita, Encontrando Felicidade Cantando com Outros”, na tradução literal), a escritora conta a sua experiência e lança um convite geral para as pessoas participem de grupos de canto – e quanto mais amadores, melhor.

Em termos de pesquisas, a área recebeu bastante atenção de cientistas ao redor do mundo, o que permitiu substituir as antigas especulações por informações mais palpáveis. Entre os fatos descobertos está o de que mais do que escutar, o ato de cantar melhora sensivelmente a produção de neurotransmissores responsáveis pelo controle da ansiedade, estresse e também pela sensação de prazer. Melhor do que simplesmente cantar, é cantar em grupo, e quanto mais amador melhor.

Grupos de corais se tornaram objetos de estudo a partir dos bons resultados em termos de satisfação e saúde que apresentavam a seus membros. Além dos benefícios do ato de cantar em si, o coral ajuda a cumprir uma função social, extremamente importante para pacientes de doenças crônicas, por exemplo.

Um estudo de 2004, na Alemanha, avaliou alguns dos efeitos de se cantar em coral e constatou que a prática afeta positivamente a produção de cortisol, hormônio ligado ao controle do stress, imunidade e a presença de açúcar no sangue. Em 2012, o Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de Oxford concluiu que o ato de cantar (assim como o de dançar) desencadeava a produção de endorfina, ligada à imunidade a dor e à sensação de prazer. Os mesmos efeitos não foram percebidos em pessoas que apenas escutaram à música.

Dois pesquisadores turcos analisaram grupos submetidos a sessões de cantoria em grupo e concluíram que cantar afetou diretamente seus níveis de ansiedade. Outra equipe, formada por pesquisadores da Universidade de Cardiff, do País de Gales, concluiu que a presença de pacientes com câncer em corais afetou diretamente indicadores relacionados a qualidade de vida e depressão.

E uma equipe liderada por um sueco do Centro de Reparação Cerebral e Reabilitação, do Instituto de Neurociência da Suécia, concluiu que o ritmo da música afeta a respiração (tornando-a mais lenta e profunda) e o batimento cardíaco de quem canta. Isso permitiu se chegar ao fato de que o batimento dos membros de grupos de cantores estão perfeitamente sincronizados, algo bem próximo do que acontece com grupos de meditação e o seus mantras.

“Cantar em grupo é mais barato que terapia, mais saudável que beber e certamente é mais divertido do que malhar em alguma academia”, escreveu Horn na Time.

Fonte: https://glo.bo/2nK1cMm

Notícias

Por que tocar violão? Descubra 5 benefícios do aprendizado musical

Tocar um instrumento musical gera incontáveis benefícios para nossas vidas. Além de ser uma atividade que aprimora o intelecto, as horinhas semanais que investimos no estudo do violão, por exemplo, fazem bem para a saúde física e realizam um verdadeiro detox na mente. Por essas e outras, listei 5 razões para você tirar o seu instrumento da bag e tocar todos os dias!

1. Aumenta a atividade cerebral

De acordo com um estudo feito na Escócia, tocar um instrumento musical proporciona um aprimoramento nas atividades e funções cerebrais. Isso quer dizer que se você tocar violão, você também estará lutando contra a degeneração cerebelar a um médio e longo prazo.

O violão é um ótimo isntrumento de entrada

Tocar violão te deixa mais inteligente (Foto/Pexels)

Sendo assim, você pode pensar na possibilidade de trocar as pílulas para estimular sua atividade cerebral por algumas videoaulas do Cifra Club!

2. Tocar violão elimina o estresse

Você anda “pistola” com uma pá de coisa? #QuemNunca, né? Felizmente, fazer um som vai te deixar bem mais calmo! Segundo um estudo conjunto da Universidade de Loma Linda, na Califórnia (Estados Unidos) com e a Escola de Medicina e de Biossistemas Aplicados, os índices de estresse são reduzidos de maneira significativa quando nós tocamos algum instrumento musical, isto é, tocar guitarra vai te deixar “numa relax, numa tranquila e numa boa” – como diz um dos hits da fase racional do Tim Maia!

3. Melhora a coordenação motora

Tocar um instrumento musical exige total coordenação entre mãos, olhos e ouvidos. Por consequência, o músico [amador ou não] tende a desenvolver habilidades que melhoram a coordenação motora. Como? Bem simples:

– tocar um instrumento induz o indivíduo a ter uma boa postura corporal. Com uma boa postura, que sempre é confortável, nós passamos a ter mais facilidade para realizar os movimentos do corpo. Desta forma, aprendemos a evitar exageros de força física na hora de executar alguns movimentos.

Bob Dylan toca violão e  gaita ao mesmo tempo

Dylan e sua habilidade de tocar dois instrumentos ao mesmo tempo (Foto/Pexels)

– tocar um instrumento requer repetição! Os movimentos necessários para a execução das técnicas e as mudanças de acordes, por exemplo, são fundamentos aprimorados na medida em que são praticados. Por consequência, depois de treinar, treinar, treinar e treinar a mesma coisa, a realização do movimento passa a ser algo natural para você. Por consequência, seu cérebro poderá concentrar esforços em outro movimento e você será capaz de coordenar dois atos ao mesmo tempo.

Exemplo? Ok: você pode desenvolver a habilidade de cantar e tocar ao mesmo tempo! Você também pode tocar violão/guitarra e gaita ao mesmo tempo e liberar o Bob Dylan que há em você!

4. Aprendizado musical desenvolve socialização

Como é uma linguagem universal, a música tem o poder de unir! Quando aprendemos a tocar um instrumento, nós criamos oportunidades de fazer novos amigos e de socializar. Por mais que você tenha um pouco de timidez, a aula de música vai estimular interações com outros estudantes e professores.

Dupla toca violão e observa o pôr do sol

A música promove o surgimento de amizades (Foto/Pexels)

Sendo assim, instintivamente, você trocará figurinhas musicais de forma natural. E como um assunto leva a outro, chegará um momento em que será comum ter conversas sobre o cotidiano, futebol, namoro, piadas, etc e tal.

5. Tocar um instrumento aprimora trabalho em equipe

Muitos músicos formam bandas, ou seja, trabalham em equipe, não é mesmo? E quando vários músicos se reúnem por um mesmo propósito, que é injetar mais arte no mundo, não tem como evitar de colocar em prática os bons hábitos que farão o trabalho fluir!

Tocar em uma banda é trabalho em equipe

Juntos, somos todos mais fortes (Foto/Pexels)

Desta forma, você desenvolverá habilidades para gerenciar o tempo, pois terá que achar espaço para as atividades musicais em sua rotina; criará disciplina, por causa dos ensaios e das questões que envolvem os assuntos da banda; e pode até ser que o líder que há em você seja despertado!

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