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O marketing de conteúdo não tem limites! Podemos dizer que é um movimento que está em constante evolução. Hoje, vamos falar um pouco sobre um recurso que está ligado a esse movimento, que também pode ser chamado de audio marketing. O tema deste post será sobre o que é podcast!
Afinal, sabemos que atualmente muitas pessoas não têm tempo para ler posts, ebooks ou assistir vídeos. O formato de conteúdo em áudio vem ganhando muitos fãs e simpatizantes, pois é algo muito prático, que pode ser ouvido a qualquer hora do dia, inclusive nos momentos em que se está esperando algo, por exemplo, durante o trajeto no trânsito de casa para o trabalho.
Ficou interessado em saber mais sobre o que é podcast? Então, continue a leitura do post!
O que é um podcast?
Para você que quer saber o que é podcast, vamos elucidar o conceito, que é algo bem simples: o podcast é um material entregue na forma de áudio, muito semelhante a um rádio. A diferença é que fica disponível para que o consumidor escute quando quiser, não é um programa ao vivo. Além disso, o conteúdo é criado sob demanda.
Podemos dizer que os podcasts têm como base o conceito de audio marketing, representando uma boa oportunidade de comunicação, com a proposta de levar mais informação, educar o público, além de produzir materiais que sejam criativos e entretenham o público, em formato de áudio.
Hoje, é muito fácil encontrar podcasts sobre diversos temas em sites e plataformas de áudio, ou seja, é algo que tem cada vez mais fácil acesso para o consumidor.
Para que serve um podcast?
Agora que você já sabe o que é podcast, vamos entrar especificamente no ponto em que apresentamos o seu propósito, ou seja, para que ele serve. Veja a seguir alguns tópicos relacionados com o seu objetivo.
Compartilhar conteúdo
Podemos dizer que o principal objetivo do podcast é compartilhar conteúdo, simples assim! Na prática, escolhe-se um tema e cria-se um programa ou um episódio para compartilhar o que se sabe sobre esse assunto.
Conforme ressaltamos, essa é uma das maneiras de fazer Marketing de Conteúdo, principalmente em tempos em que o consumidor está cada vez mais exigente, consumindo novos formatos de mídia de acordo com a necessidade de acessar informação.
Os podcasts são muito bons para quem tem uma rotina intensa, pois é possível ouvi-lo a qualquer hora do dia, muito diferente de vídeos e textos, em que é preciso parar um tempo e focar a atenção somente no material.
Investir em novas maneiras de entregar conhecimento
A jornada de compras dos consumidores pede que, cada vez mais, seja entregue conteúdo de qualidade, de modo que a empresa possa oferecer um bom conhecimento para o seu cliente. O podcast é uma nova maneira de fazer isso.
Além de trazer algo atrativo, pode contribuir para melhorar a reputação da empresa, mostrando o quanto o negócio tem conhecimento sobre o assunto, com a proposta de oferecer diversidade de conteúdos para que as pessoas possam escolher qual tipo mais lhe agrada. As empresas que oferecem podcasts mostram que são criativas e estão à frente do seu tempo.
Fornecer notícias relacionadas ao mercado
Outra vantagem dos podcasts é que o seu formato favorece muito a propagação de notícias relacionadas a qualquer mercado e qualquer tema. Sabemos o quanto é importante levar esse tipo de informação para o cliente, que está cada vez mais empoderado com a internet e a tecnologia.
Nesse cenário, os consumidores querem sempre estar atentos às notícias relacionadas aos seus interesses, bem como realizar alguns estudos que são pertinentes para a sua vida. Por isso, a busca por podcasts que oferecem esse tipo de conteúdo cresce a cada dia.
Então, é mais do que indicado aproveitar essa oportunidade para aprofundar nas notícias relacionadas ao mercado, aumentando a credibilidade junto aos clientes.
Como ouvir um podcast?
Sabendo do potencial de um podcast, fica a pergunta: como ouvir? Há diversas maneiras de fazer isso. Criamos uma lista rápida para você entender quais são elas!
Ouvir online no site de quem está oferecendo o podcast
É possível ouvir um episódio do podcast escolhido de maneira online, acessando o site do negócio que o fornece, entrando na página de podcasts, que muitas vezes está no blog, e dar o play.
A única limitação dessa opção é que não é possível ouvir offline, pois o dispositivo precisa estar conectado na internet para que o áudio possa carregar e ser tocado.
Plataformas de áudio
Outra maneira muito comum de ouvir um podcast é nas plataformas de áudio, pois muitos deles são disponibilizados por lá. Estamos falando do Spotify, Sound Cloud, dentre outras plataformas.
Algumas oferecem, inclusive, a possibilidade de baixar o episódio no computador ou no smartphone para ouvi-lo offline. Geralmente, isso depende da aquisição de uma conta premium.
Aplicativos agregadores
Há também um tipo de aplicativo que são chamados de agregadores de podcasts. Nesse caso, as pessoas interessadas podem ouvir no computador ou no smartphone o lançamento de episódios que acompanham de maneira automática.
Há a opção de ouvir direto do aplicativo ou baixar para ouvir depois. Destacamos também que uma das grandes vantagens do podcast é que o seu tamanho não consome muitos dados da internet, como acontece com os vídeos, sendo mais acessível para quem tem internet limitada.
Seguem alguns exemplos de agregadores de podcast: Podcast & Radio Addict, Pocket Casts, WeCast, Overcast, além dos aplicativos nativos dos smartphones.
Por que escutar podcast?
Para aprofundar um pouco mais no assunto, listamos os motivos que tornam o podcast um formato tão atrativo. Confira a seguir!
Ouça em qualquer lugar
O podcast pode ser escutado em qualquer lugar, basta colocar os fones de ouvido e ouvir pelo celular. É uma ótima pedida para aproveitar um tempo que a princípio está sendo desperdiçado ou fazendo alguma atividade entediante, tal como lavar louças, por exemplo.
Um podcast pode ser ouvido no trânsito, durante exercícios físicos na academia, enquanto se faz a arrumação da casa, na cama, no horário de descanso, enquanto estamos na espera de algum compromisso, dentre muitas outras possibilidades.
São de graça
Outro bom motivo para escutar um podcast é porque é um conteúdo gratuito. Quer coisa melhor do que estudar sobre um assunto sem pagar nada por isso? A maioria dos podcasts que existem hoje são disponibilizados dessa forma, basta apenas apertar o botão de play para ouvi-lo.
Além disso, eles não costumam ter propagandas inesperadas que interrompem o conteúdo no meio causando aquele incômodo que já conhecemos quando estamos vendo vídeos, por exemplo.
Ajudam a economizar tempo
Sabemos o quanto o tempo é mais do que precioso nos dias de hoje, por isso, muitas pessoas estão deixando de lado o consumo de conteúdos que envolvem ler ou assistir, pois precisam priorizar outras tarefas.
Conforme vimos acima, os podcasts podem ser ouvidos a qualquer hora, sem a necessidade de reservar um tempo exclusivo para fazer isso.
São práticos e divertidos
Por fim, destacamos sua praticidade, que torna o acesso ao conteúdo muito fácil. Basta ter um aplicativo no celular, escolher o assunto que queira saber mais a respeito e ouvir ou baixar um episódio que fala do tema.
Além disso, o formato do podcast faz com que seja um conteúdo divertido: basta usar a criatividade para desenvolver uma boa conversa, trazendo questões interessantes para o público que quer ouvir algo que tenha qualidade.
Como criar um podcast?
Para você que chegou aqui e está curioso em saber como criar um podcast, preparamos um passo a passo rápido e completo para que fique claro o quanto é preciso investir de tempo e recursos para criar um podcast que seja bem-feito. Confira as etapas abaixo!
1. Planejamento
Já não é mais novidade para ninguém que qualquer ação que precisamos realizar exige um mínimo de planejamento. Por isso, é fundamental que essa etapa não seja menosprezada. É no planejamento que se estabelece o objetivo que se deseja alcançar com o podcast.
Geralmente, a ideia é fidelizar os consumidores e conquistar cada vez mais audiência, então é preciso dar uma atenção mais do que especial para que este planejamento ajude nessa concretização.
Além disso, antes de ir para a ação e gravar, é preciso observar alguns elementos que são importantes para o podcast e aplicar esse planejamento em cima deles. São eles:
- público a ser atingido;
- como se diferenciar da concorrência;
- como deixar o tema interessante;
- dentro do tema, qual será o conteúdo;
- quais convidados serão chamados;
- como criar “imagens” com o áudio marketing;
- tempo de intervalo entre novos episódios, mantendo uma boa frequência;
- CTAs ao longo do podcast;
- criação da Landing Page;
- criação de um roteiro (um exemplo: início, CTA, meio, CTA, encerramento, etc);
- treinamento para entender os pontos falhos nesse planejamento.
2. Gravação
Sem dúvida alguma, a gravação é um dos momentos mais esperados, é a hora em que o planejamento é colocado em ação e inicia-se, de fato, a produção do podcast. É importante que ele seja gravado em uma sala com boa acústica e conforto para os participantes.
Assim, o áudio sairá com muito mais qualidade e os participantes ficarão à vontade para dar o seu melhor. Saiba que a questão da acústica do local de gravação é mais importante do que a potência do microfone, por exemplo.
Então, é preciso estar atento ao isolamento acústico e à geração de ruídos durante a gravação. Feito isso, é possível gravar o podcast em algum software existente no mercado para este fim. Exemplos deles são o Audacity, MP3 Skype Recorder e MP3 Cut.
3. Edição
Como o podcast não é um programa ao vivo, então ele deverá ser editado, pois a ideia é que haja liberdade para os convidados falarem, mas nem sempre tudo isso caberá no tempo proposto, além de ser necessário fazer alguns ajustes no som.
Então, chega a hora da edição, que é fundamental para conferir a fluidez necessária ao episódio produzido. Antes de mais nada, certifique-se de que haja um backup da gravação original, para evitar possíveis problemas com a perda do arquivo ou uma edição errada.
Dependendo do software utilizado, é possível aplicar algumas técnicas que ajudem a garantir mais qualidade para o podcast: amplificação do som, redução de ruídos, compressão, normalização do áudio e equalização.
4. Publicação
Depois da edição, só resta publicar o podcast e anunciá-lo para o mundo. Isso pode ser feito tanto no site do negócio, quanto nas plataformas de áudio, como o SoundCloud ou o Spotify. Independentemente da plataforma escolhida, é preciso ficar atento às suas regras e acordos de publicação.
Então, faça a escolha de modo que seja mais fácil para que o público-alvo possa ter acesso ao conteúdo.
5. Divulgação
O último passo é divulgar o podcast para que o mundo possa ouvi-lo. Isso pode ser feito no próprio site ou com uma Landing Page. Além disso, é mais do que indicado aproveitar a base de clientes e leads que já conhecem o negócio, divulgando nas mídias sociais e enviando campanhas de e-mail marketing.
Quais os principais podcasts disponíveis?
Você já deve imaginar que existe uma infinidade de podcasts disponíveis hoje, falando dos mais variados temas e também com formatos totalmente diferentes. Ou seja, tem para todos os gostos.
Porém, queremos indicar para você alguns podcasts sobre carreira, que são muito úteis para quem quer sempre estar ligado em como fazer a sua carreira crescer. Além disso, temos também os podcasts para redatores e freelancers, feitos pela Rock Content, com os temas mais atuais deste mercado.
Por fim, indicamos o Community cast, que é a série de podcasts da Comunidade de Freelancers da Rock Content.
Ouvir música não é só um entretenimento e uma medida para acalmar e relaxar – ela pode trazer diversos benefícios para a saúde, como alívio de dores, melhora da memória e até mesmo um estímulo para a prática de atividade física.
Além disso, funciona como um “remédio” para vários problemas, como mostraram a pediatra Ana Escobar e a musicoterapeuta Marly Chagas no Bem Estar desta quinta-feira (6).
Isso acontece porque a música ativa o centro de prazer do cérebro, assim como o sexo e o chocolate, por exemplo. Ela libera dopamina e causa uma sensação de bem-estar e, por isso, tem sido usada por médicos, terapeutas e preparados físicos como tratamento de diversos problemas – e tem trazido ótimos resultados.
Em relação à atividade física, a música pode ajudar a embalar o exercício e torná-lo mais fácil e mais prazeroso, como mostrou a reportagem da Marina Araújo.
Segundo o músico e empresário Alexandre Casa Nova, a música é um estímulo importante para quem se exercita porque disfarça a sensação de fadiga, dor e cansaço e, no lugar, traz um sentimento bom de alegria e motivação, deixando a pessoa mais confortável.
O mesmo acontece com a música para dormir ou acordar. Sons mais graves e lentos, por exemplo, ajudam a pessoa a se desligar das preocupações e, comprovadamente, facilitam o sono e combatem a insônia. Por outro lado, sons animados, energéticos e acelerados são bons durante a manhã para despertar e ajudar a acordar.
Essa identificação dos pequenos com a música começa, no entanto, depois da 21ª semana de gestação, isso porque, na 20ª semana, o aparelho auditivo do bebê, apesar de já estar pronto para receber vibrações sonoras, ainda tem o conduto auditivo externo bloqueado por um tecido de células que protege o desenvolvimento do tímpano. A partir da 21ª semana, essa parede se rompe, o tímpano entra em contato com o líquido amniótico e começa a receber e processar vibrações, fazendo com o que o bebê comece a ouvir.
O repórter Phelipe Siani mostrou a história do Edson, um garoto que foi diagnosticado com autismo aos 6 anos de idade. O menino tinha dificuldades para falar, mas na frente do videogame, costumava se soltar.
Por isso, os pais recorreram à musicoterapia, um tratamento que começou a deixar o Edson mais calmo, atento e com interesse pelo mundo em sua volta. Com o tempo, os resultados foram ainda melhores: ele começou a interagir com as pessoas, a cumprimentá-las e a procurá-las também – tudo reflexo da música dentro da vida do menino.
Saiba como a música ajuda no desenvolvimento e no aprendizado das crianças.
As diferentes formas de arte podem contribuir muito para o desenvolvimento infantil, e a música é certamente uma delas. Você já deve ter percebido como muitos brinquedos educativos emitem sons ou músicas, não é mesmo? Isso porque as atividades que envolvem músicas têm um papel especial no estímulo de áreas específicas do cérebro, como as que beneficiam a cognição e o desenvolvimento de outras habilidades essenciais durante o crescimento das crianças.
Quando os pequenos têm contato com a música, podem desenvolver algumas características com certa facilidade, como a fala, a dicção e a coordenação motora. Ainda, se tocam um instrumento ou passam por algum aprendizado musical antes dos cinco anos, apresentam a área frontal do cérebro, responsável pelo conhecimento lógico e abstrato, mais desenvolvida.
Ativa a memória e o raciocínio
A música também está relacionada ao processo educativo, pois contribui para a ativação da memória e do raciocínio lógico. Ela desenvolve algumas áreas do cérebro de formas que nenhuma outra linguagem é capaz, tornando-as mais poderosas. Além disso, também auxilia no aprendizado matemático e na percepção espacial. Elementos como timbre, tempo e tom são importantes para esse processo, pois para afinar um instrumento, para improvisar e criar, por exemplo, é preciso lembrar o som da nota. Se a criança aprende ou canta uma música, a memória sequencial é exercitada.
Estimula a alfabetização
A música pode ser um estimulante na fase de alfabetização. Afinal, a sequência dos sons produzidos tem relação direta com a linguagem. As canções infantis, por exemplo, ajudam as crianças a entender o significado das palavras, sobretudo as que possuem rimas e frases ou sílabas repetitivas. As crianças armazenam palavras ao ouvirem e cantarem uma música, e a dicção também pode ser aprimorada.
Integra corpo e mente
A linguagem musical permite a integração entre corpo e mente, entre a sensibilidade e a razão, e entre a criatividade e os recursos técnicos, por exemplo. São pontos importantes para o desenvolvimento infantil no que diz respeito a comunicação, consciência e expressão corporal; portanto, a música é também significativa para a vida adulta. A criança cria maior segurança emocional e melhora a socialização, além de o contato com a música possibilitar que ela se expresse por meio do corpo. Pode ser demonstrando o que ela sente ao ouvir o som, cantando ou realizando movimentos.
Melhora a concentração
Outro benefício do contato das crianças com a música é o aumento da capacidade de concentração. Os pequenos ficam sensibilizados com os sons e passam a apreciá-los, potencializando os níveis de concentração. A criança consegue analisar e perceber mais detalhes em diversas situações, além de a concentração ser fundamental para o aprendizado. Se ela for cantar um trecho de uma música ou fazer um solo instrumental, também é necessário estar focada para realizar as tarefas.
O contato com a música é muito positivo desde o começo da infância e pode ser introduzido em casa. Os conhecimentos musicais podem ser ensinados em atividades lúdicas, sem medo do barulho ou de desafinar. Ampliar o repertório de experiências das crianças é uma ótima maneira de exercitar o seu cérebro e, assim, contribuir para o seu desenvolvimento. Só benefícios para os pequenos!
A música tem sido uma ótima estratégia terapêutica para lidar com a difícil tarefa de cuidar de um familiar acometido pelo Alzheimer. Com a evolução da doença neurodegenerativa, as pessoas ficam totalmente dependentes, podem se tornar mais agressivas, agitadas, com déficits de memória e declínio motor e cognitivo. Uma pesquisa da Gerontologia da USP traz alento às pessoas que estão envolvidas com um idoso nessa situação, principalmente se o cuidador principal for o próprio cônjuge. Canções do repertório autobiográfico do casal, que trazem lembranças de fatos e situações vividas juntos, amenizam sintomas relacionados à demência, como a agitação, e possibilitam mais qualidade de vida ao cuidador.
Segundo o autor da pesquisa, o musicoterapeuta e mestre em Gerontologia Mauro Amoroso Pereira Anastácio Júnior, a música exerce enorme influência na vida humana. No caso do idoso, estimula sentimentos, sensações e remete a épocas, pessoas, lugares e experiências vividas, evocando emoções guardadas em sua memória, diz. Com formação musical e trabalhando mais recentemente com pesquisas na área do envelhecimento pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, Anastácio uniu as duas áreas e procurou investigar o efeito da musicoterapia nas relações familiares conjugais e de amizade de cuidadores que eram cônjuges de pessoas diagnosticadas com Alzheimer.
Cantando juntos
Ao todo, foram 12 atendimentos semanais direcionados a quatro casais idosos que moravam no município de São Paulo. O pesquisador estabeleceu alguns critérios para a escolha das pessoas: que um dos indivíduos tivesse diagnóstico de Alzheimer em estágio inicial ou moderado e que o cuidador tivesse assumido essa função há mais de seis meses. Por meio de entrevistas, antes e depois das intervenções, Anastácio resgatou as canções mais significativas da história de vida do casal. Uma das atividades levadas à sessão foi a gravação dos dois cantando alguma música do repertório deles e, em seguida, propôs que ouvissem a gravação juntos. Em alguns momentos, Anastácio também recorreu aos instrumentos musicais. O violão favorecia o acompanhamento harmônico das canções, diz.
Nos resultados apurados por Anastácio, embora os cuidadores se sentissem cansados pelas demandas associadas à doença, a musicoterapia trouxe momentos prazerosos ao casal. Amenizou os sintomas comportamentais dos companheiros adoecidos e possibilitou o resgate e a troca de lembranças pessoais, como relata uma das participantes da pesquisa: “A musicoterapia trouxe o prazer de se expressar, sem ser julgada. É uma sensação de tranquilidade e de dar chance de relembrar o que se viveu”.
Com relação ao fato de ter tido que assumir a tarefa de cuidar do companheiro, a experiência com a música trouxe maior percepção de seu papel social e familiar e mais qualidade e bem-estar no relacionamento conjugal, como disse uma das depoentes: “Agente sempre se deu bem e hoje há um sentimento de gratidão por toda a vida que tivemos juntos”.
Demência e Alzheimer
Segundo o pesquisador, a demência é uma síndrome cerebral progressiva que afeta a memória, o pensamento, o comportamento e a emoção. Embora cada processo seja individual, eventualmente os indivíduos com demência tornam-se incapazes de cuidar de si mesmos e necessitam de ajuda para todas as suas atividades, explica Anastácio.
Existem mais de 100 formas de demência, sendo a mais conhecida a doença de Alzheimer. Causa a destruição das células cerebrais, interrompendo a transmissão de mensagens no cérebro, o que afeta a capacidade de se lembrar, falar, pensar e tomar decisões, diz o pesquisador. Ainda não se sabe ao certo o que causa a morte das células nervosas, porém há certos tipos de lesões que podem ser observadas em áreas danificadas do cérebro. Isso confirma o diagnóstico da doença de Alzheimer, explica.
Envelhecimento populacional brasileiro
A pesquisa apresenta também dados sobre a tendência de desenvolvimento de doenças neurodegenerativas no Brasil impulsionada pelo envelhecimento da população. Em 1950, a expectativa de vida era de 51 anos; em 2016, passou para 75,8 anos e a previsão para 2040 é de 80 anos, segundo o estudo. Para o pesquisador, “é preciso adotar abordagens terapêuticas para o manejo da doença, uma vez que os medicamentos farmacológicos disponíveis dão conta apenas dos sintomas”, conclui.
A pesquisa de mestrado Musicoterapia e doença de Alzheimer: um estudo com cônjuges cuidadores foi defendida em maio de 2019, sob a orientação da professora Deusivania Vieira da Silva Falcão, do Programa de Pós-Graduação em Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP.
MELHORA NA SAÚDE MENTAL E EMOCIONAL SÃO FATORES OBSERVADOS PELOS AUTORES DO ESTUDO
Segundo um estudo publicado no JAMA (Journal of the American Medical Association), ouvir, criar ou cantar música pode promover melhoras significativas no bem-estar e na qualidade de vida dos indivíduos, regulando emoções e funções cerebrais.
De acordo com os pesquisadores, as intervenções musicais podem ser consideradas “mais atrativas e efetivas” ao levar em conta alternativas não farmacêuticas – porém, mais estudos ainda são necessários. Entretanto, é garantido que o método, por si só ou como terapia complementar, melhora a saúde mental dos adeptos.
No jornal The Guardian, é explicado que o estudo de 26 pesquisas conduzidas em lugares como Austrália, Reino Unido e Estados Unidos descobriu um resultado clínico na promoção de um bem estar mental e emocional.
Sete dessas pesquisas envolvem musicoterapia; dez abordaram os efeitos de ouvir música; oito examinaram os benefícios de cantar e uma tratou sobre as consequências da música gospel dentro deste contexto.
“Muitos de nós sabemos por experiência própria o quão profunda uma intervenção musical pode ser em situações que incluem cirurgia, problemas de saúde ou episódios de saúde mental”, declarou Kim Cunio, professor de musicologia da Universidade Nacional Australiana, ao The Guardian.
Além disso, os autores afirmam que os benefícios da música à mente podem ser comparados aos efeitos de exercícios físicos e perda de peso.
Mas o uso de musicoterapia e arteterapia como intervenções só vem recebendo mais credibilidade e reconhecimento recentemente, após a OMS (Organização Mundial da Saúde) encontrar evidências de que os métodos podem ajudar na prevenção se problemas de saúde e no tratamento dos mesmos.
Outro estudo aponta para a música como tratamento complementar efetivo no combate à depressão e aos sintomas da menopausa em mulheres. – como ondas de calor e dificuldade para dormir.
Agora que você já sabe um pouco mais sobre os benefícios da música, confira outras curiosidades surpreendentes:
Plantas reagem à música
Estudos sugerem que quando plantas são expostas à música, seu crescimento pode ser estimulado. Segundo resultados de pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Agricultura Biotecnológia da Coréia do Sul, ondas sonoras presentes em músicas clássicas causaram reação em dois genes das plantas utilizadas.
Ouvir música pode ter efeitos terapêuticos
Através da musicoterapia, sons podem nos ajudar superar alguma questão, expressar algum sentimento, ou até mesmo nos dar energia, o que acontece porque a música tem efeitos terapêuticos.
A musicoterapia proporciona bem-estar, relaxamento tanto físico quanto mental, liberação de dopamina – hormônio do prazer – resgate de autoestima, melhora na expressão e comunicação, ganho ou melhora de tônus muscular, entre muitas outras coisas.
O show com maior público foi realizado em Copacabana
A apresentação de Rod Stewart no Brasil durante a virada do ano entrou para o Guinness Book como o maior show gratuito da história, contando com mais de 3,5 milhões de pessoas ouvindo o artista em Copacabana, Rio de Janeiro.
Fãs de música clássica e de heavy metal têm personalidades semelhantes.
Estudo realizado na Universidade Heriot Watt, em Edimburgo, na Escócia, analisou a relação entre gostos musicais e a personalidade dos indivíduos. Os resultados sugerem a presença de semelhanças entre fãs de música clássica e admiradores de heavy metal.
Pesquisadores entrevistaram 36 mil pessoas, abordando as características da personalidade de cada um e seus gostos musicais.
A conclusão diz que fãs de jazz tendem a usar mais a criatividade, enquanto o contrário ocorre àqueles que gostam de música pop.
Seguindo essa linha, os estudiosos encontraram pontos em comum entre pessoas que gostam de música clássica e heavy metal.
“São pessoas muito criativas, introvertidas e de bem consigo mesmas, o que é estranho. Como você pode ter dois estilos tão distintos com grupos de fãs tão parecidos?”, afirmou Adrian North, líder do estudo
Ainda segundo ele, uma das explicações para o resultado surpreendente pode ser o “aspecto teatral desses estilos, que são dramáticos”.
“As pessoas em geral têm um estereótipo sobre os fãs de heavy metal, acham que eles têm tendência suicida, são deprimidos e representam um perigo para si e para a sociedade em geral. Na verdade, são pessoas bem delicadas”, disse.
Músicas afetam como você enxerga as situações
Quem nunca sintonizou na playlist de músicas tristes quando não estava se sentindo bem. Ou de canções alegres para limpar a casa ou se arrumar para sair. Isso porque o som que estamos ouvindo afeta diretamente em como vemos o mundo ao nosso redor.
Ao ouvirmos músicas mais melancólicas, podemos nos ver mais chateados e lembrando de situações não tão agradáveis. Enquanto escutar ritmos divertidos e animados faz com que nossa energia fique mais leve.
Você sabe o que é “coceira cognitiva”?
Quando dizemos que não conseguimos tirar uma canção da nossa cabeça, estamos falando sobre “coceira cognitiva”, acontecimento que costumamos atribuir à “músicas chiclete” – incômoda muitos casos.
Segundo estudo realizado por James J. Kellaris, da Universidade de Cincinnati, psicólogo estudioso do comportamento do consumidor, músicas simples, com repetição e que foge às expectativas tem chances de “grudar” em nossa mente.
De acordo com a pesquisa, músicos, mulheres e pessoas que sofrem muito estresse tendem a ser mais suscetíveis à “coceira cognitiva”, com causas psicológicas ou físicas, que podem estar relacionadas às frequências de som que ressoam no corpo.
Kellaris ainda afirma que para sanar o efeito da música chiclete, é necessário cantá-la em voz alta.
Ouvir música estimula praticamente todo o nosso cérebro
Ouvir música é uma das poucas atividades que conseguem estimular praticamente todo o nosso cérebro, provocando um “diálogo” entre as áreas do órgão.
Uma canção faz com que analisemos o som quando a seu tom, ritmo, volume, timbre, harmonia, localização espacial e ressonância. Além disso, as partes de nosso cérebro responsáveis por movimento, memória, atenção e emoção também são ativadas. Isso sem contar a interpretação que o órgão faz da letra.
Só uma em cada 10 mil pessoas tem ouvido absoluto
Ter ouvido absoluto é possuir a conseguir reconhecer e nomear notas musicais sem nenhuma referência anterior, conseguindo afirmar qual a nota tocada no piano sem um elemento de comparação.
Apenas uma em cada 10 mil pessoas nasce com a condição, fazendo dela uma raridade. Suspeita-se que o ouvido absoluto seja hereditário e que estudar música possa desenvolvê-lo.
Confira alguns músicos famosos que tinham ouvido absoluto:
- Mozart
- Beethoven
- Chopin
- Ella Fitzgerald
- Stevie Wonder
- Michael Jackson
A música pode ser utilizada no tratamento para mal de Parkinson e AVC
Segundo estudos, a musicoterapia por tempo prolongado pode ser útil no tratamento para mal de Parkinson e AVC, podendo ainda causar reações surpreendentes em pacientes com Alzheimer.
As sessões que utilizam o método recorrem a exercícios musicais ou rítmicos que ajudam os indivíduos a estabelecerem habilidades funcionais, como pessoas que começam a andar novamente após um trauma junto ao ritmo de uma música ou batida específica.
Além disso, o tratamento para AVC ajuda os pacientes a recuperarem a linguagem, o andar e movimentos físicos.
Música com fundo cultural
Todos imaginamos – ou visualizamos – as mesmas coisas quando ouvimos música, ou nossas experiências são irremediavelmente subjetivas?
Em outras palavras, será que a música é uma linguagem verdadeiramente universal?
Para investigar essas questões, uma equipe internacional de pesquisadores – incluindo um pianista clássico, um baterista de rock e um baixista – perguntou a centenas de pessoas que histórias elas imaginavam ou que quadros elas visualizavam ao ouvir uma música instrumental que nunca havia ouvido antes.
Os resultados mostraram que os ouvintes em dois estados dos EUA imaginaram cenas muito semelhantes, enquanto os ouvintes de uma província da China imaginaram histórias completamente diferentes – todos os três grupos ouviram as mesmas músicas.
“Estes resultados pintam uma imagem mais complexa do poder da música. A música pode gerar histórias notavelmente semelhantes nas mentes dos ouvintes, mas o grau em que essas narrativas imaginadas são compartilhadas depende do grau em que a cultura é compartilhada entre os ouvintes,” resumiu a professora Elizabeth Margulis, na Universidade de Princeton (EUA).
Imaginação musical
Os 622 voluntários foram selecionados em três regiões em dois continentes: Duas cidades universitárias nos EUA – uma no Arkansas e outra em Michigan – e um grupo de Dimen, uma vila na China rural onde o idioma principal é o Dong, uma língua tonal não relacionada ao mandarim, e onde os moradores têm pouco acesso à mídia ocidental.
Todos os três grupos de ouvintes ouviram os mesmos 32 estímulos musicais: Trechos de 60 segundos de música instrumental, metade de música ocidental e metade de música chinesa, todos sem letra. Após cada trecho musical, eles faziam descrições livres das histórias que imaginaram enquanto ouviam a música.
Os resultados foram impressionantes: Os ouvintes nos dois estados norte-americanos descreveram histórias muito semelhantes, muitas vezes até usando as mesmas palavras, enquanto os ouvintes chinesas imaginaram histórias semelhantes entre si, mas muito diferentes das dos ouvintes norte-americanos.
Por exemplo, uma passagem musical identificada apenas como W9 trouxe à mente dos ouvintes norte-americanos um nascer do sol sobre uma floresta, com animais acordando e pássaros cantando, enquanto os chineses imaginaram um homem soprando uma folha em uma montanha, cantando uma música para sua amada.
Para a passagem musical C16, os ouvintes norte-americanos descreveram um caubói sentado sozinho ao sol do deserto, olhando para uma cidade vazia; Os participantes chineses imaginaram um homem nos tempos antigos contemplando com tristeza a perda de sua amada.
“Você pode pegar duas pessoas aleatórias, que cresceram em um ambiente semelhante, fazer com que elas ouçam uma música que nunca ouviram antes, pedir que imaginem uma narrativa e você encontrará semelhanças. No entanto, se essas duas pessoas não compartilham uma cultura ou localização geográfica, você não verá o mesmo tipo de semelhança na experiência. Então, embora imaginemos que a música possa unir as pessoas, o oposto também pode ser verdade – ela pode distinguir entre grupos de pessoas com origens ou culturas diferentes,” disse Benjamin Kubit, coautor do estudo.






