Warning: Undefined array key 0 in /home/flaviovesperocom/domains/flaviovespero.com.br/public_html/wp-content/plugins/contact-form-7/includes/file.php on line 278
Notícias – Flávio Véspero - Page 13
Posts da categoria

Notícias

Notícias, Novidades

8 CURIOSIDADES QUE QUASE NINGUÉM SABE SOBRE MÚSICA

Música é uma das formas de arte mais difundidas do mundo. Além do entretenimento em si, ouvir música pode também trazer alguns benefícios para seu bem-estar. A música não só ajuda a relaxar, mas também pode servir de estimulante para as atividades físicas.

Existem algumas coisas que nem todo mundo sobre o  mundo da música. Por exemplo: desde a década de 50, muitos psicólogos tentaram explicar o poder da música, comparando a apreciação musical com a fala. Afinal, tanto para o entendimento da música quanto do discurso é necessária a capacidade de detectar sons, em seu nível mais primitivo.

Confira 8 coisas que você não sabia sobre música:

1. Ouvir música triste provoca mais saudade do que tristeza

5

Adora ouvir músicas tristes? Um novo estudo japonês descobriu que músicas lúgubres podem evocar boas emoções e principalmente saudade. Segundo ele, experimentar a tristeza através da arte é, na verdade, uma sensação agradável.

Um outro estudo de 2011 da Universidade de Groningen descobriu que ouvir canções tristes ou alegres pode não só alterar suas emoções como mudar sua percepção do que outras pessoas estariam sentindo. Saudade foi o principal sentimento apontado pelos objetos de estudo.

2. Refrões repetitivos são a chave para uma música de sucesso

3

Na música, assim como na vida, tudo é uma questão de perspectiva. Quando Michel Teló dominou as paradas com “Ai, se eu te pego”, exércitos de críticos do cancioneiro nacional se mobilizaram para criticar o intérprete (e os inúmeros autores) da canção pela pobreza da letra.

De lá pra cá, diversas músicas com refrões repetitivos de onomatopéias acabaram fazendo sucesso. Esse modo de compor música não é exclusivo do Brasil sendo utilizadas por cantores de destaque mundial. “As letras desse tipo em canções de consumo ajudam o público a lembrar da música e cantar junto. É muito mais fácil vender”, afirma a pesquisadora Beatriz Gil, da Universidade de São Paulo (USP).

3. Nós não tiramos determinadas canções da cabeça por ouvi-las em excesso

8

O chamado “efeito de exposição” é quando nós escutamos uma música em excesso. Devido a esse efeito muitas pessoas acabam “forçadamente” gostando de determinada música. Entretanto, existe uma grande exceção. No final do processo, a grande exposição a determinada canção pode produzir o efeito contrário: repulsa.

4. Música favorita

1

Rebecca Webb e Alexandra Lamont, pesquisadoras da Universidade de Keele, no Reino Unido, concluíram que escolhemos nossa música favorita por conta de eventos de intenso envolvimento emocional. Os resultados de suas pesquisas revelaram que a escolha tem muito a ver com as motivações pessoais dos ouvintes e com suas histórias relacionadas com suas músicas favoritas.

5. Inteligência

6

Em um experimento com 144 crianças, pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, concluíram que as crianças que participaram de grupos com aulas de música exibiram aumentos de QI e melhor desempenho acadêmico. Novas pesquisas também mostram que o cérebro de músicos é desenvolvido de tal forma que os deixam mais alertas, dispostos a aprender e calmos.

6. Música faz você gastar mais dinheiro

2

Em bares, aumentar o volume da música eleva o consumo de álcool. Já em lojas de flores, músicas românticas provocam aumento das vendas. É o que mostram pesquisas feitas por cientistas da Universidade Bretagne-Sud, na França.

7. Aquele “arrepio” que sentimos quando escutamos uma música boa

7

Quando estamos ouvindo uma música, algo não muito raro pode acontecer: Podemos sentir arrepios ou calafrios. Essa sensação acontece basicamente em nosso cérebro e os pesquisadores Marcus Pearce e Elvira Brattico, ambos neurologistas, passaram vinte anos tentando estabelecer a ligação entre a música e as atividades cerebrais, o que poderia explicar o frisson que sentimos quando ouvimos determinados estilos musicais.

Em contrapartida aos 20 anos de estudo realizado pela dupla, a Valarie Salimpoor, pesquisadora canadense da Universidade de McGill, reuniu um grupo de pessoas para realizar um teste. Cada uma levou ao experimento duas canções que causassem arrepios. Como os estilos musicais eram muito diversificados, o resultado da pesquisa ficou incerto. O que Valarie pode logo perceber é que, mesmo com as diferenças do tipo de música, todos obtiveram a mesma resposta cerebral aos estímulos auditivos apresentados.

8. As vacas produzem mais leite quando escutam música relaxante

4

Esse fato estranho foi relatado pela BBC em 2001. Ouvir música relaxante pode fazer com que as vacas produzam mais leite. O estudo envolveu 1.000 vacas que foram expostas a músicas rápidas, lentas e também sem música durante 12 horas por dia durante um período de nove semanas.

Ao ouvir a música lenta (por exemplo, “Everybody Hurts”, do REM) as vacas produziam 3% mais leite por dia do que quando elas escutavam músicas rápidas (por exemplo, “Space Cowboy”, de Jamiroquai).

“Música calma pode melhorar a produção de leite, provavelmente porque ela reduz o stress,” afirma Adrian North, médico que realizou o estudo.

 

Fonte: https://www.fatosdesconhecidos.com.br/8-coisas-que-voce-nao-sabia-sobre-musica/

Notícias

A música clássica reduz o estresse em nossos animais

Da mesma forma que os humanos, os animais reagem à música.Dependendo do estilo, suas reações variam.

Se escutarem uma música pesada como o heavy metal, por exemplo, o cão terá uma reação enlouquecida. Se pusermos pop, rock ou outra, é muito provável que fiquem indiferentes, mas diante da música clássica, nosso animal relaxará.

Efeitos da música clássica

cão-casa

Na Universidade do Colorado (Estados Unidos) foi feito um estudo sobre o efeito da música nos animais. Os estudos demonstraram que, como bem comentamos antes, há muitos estilos musicais que não geram nenhum efeito nos animais, mas a música clássica os relaxa em grande maneira, chegando a acalmar os quadros de estresse.

Conforme afirmam vários cientistas, é bom deixar o rádio ligado em casa enquanto os donos estão ausentes. Por isso, 53% dos americanos deixam seus animais com música em casa enquanto estão no trabalho.

Há creches caninas que utilizam a música clássica para relaxar os animais antes dos treinamentos.

Devido ao uso contínuo da música na terapia para animais, isso ficou conhecido como musicoterapia, e ela é utilizada em casos precisos, como estes:

  • Ansiedade por separação de seus donos.
  • Antes de ir ao veterinário.
  • Antes de ir ao Pet Shop.
  • Quando se recebe visita em casa.
  • Quando há tempestade, ou pirotecnia.
  • Quando sabemos que os cães vão passar por uma situação de estresse.

Falando da parte física, a música clássica retarda a respiração e reduz de modo considerável os batimentos do coração, o que favorece o relaxamento e, consequentemente, tranquiliza o nosso amigo peludo.

Deixe-o escolher

É bem possível que você não goste de música clássica e tudo o que estamos te contando não te parece útil. Mas o certo é que, assim como os humanos, os animais têm seus próprios gostos e, segundo os estudos realizados em várias universidades de prestígio, seu pet já escolheu: Ele gosta de música clássica.

Lembre-se que um cão não é uma propriedade privada que tem que fazer tudo o que o dono lhe pede, é seu amigo. Não é verdade que você ama aos seus amigos, embora eles tenham gostos diferentes dos seus? Não é verdade também que você não os obriga a gostarem das mesmas coisas que você? Portanto, também não obrigue o seu animal de estimação a ter os mesmos gostos que você.

Quando e como colocar a música clássica

gato-de-bengala

Daremos a você algumas dicas sobre momentos precisos nos quais você poderá colocar alguma música clássica para o seu cão, mas o certo é que há outros muitos momentos em que você também poderá fazê-lo.

Qualquer momento do dia é bom, especialmente quando você não estiver em casa. Deixe um rádio com música clássica para que o seu animal se liberte da ansiedade de te ver sair e para que também se sinta acompanhado.

Você deve estar se perguntando que tipo de música clássica é a melhor. Embora seja certo que qualquer música clássica pode agradar ao seu animal, desenvolveram-se música específicas para os animais.

Trata-se de coleções de música clássica desenhadas especialmente para animais e nas quais, às vezes, até se incluem sons da natureza, como o cantar dos pássaros, a brisa movendo as folhas das árvores…

Não pense que você deverá colocar headphones em seu cão. Será suficiente que você deixe um pequeno rádio. Assim que o animal escutar a música, a música clássica que ele tanto gosta, ele a reconhecerá e começará a sentir mais relaxado.

Não resta dúvidas de que a música é uma linguagem universal que inclui também a nossos companheiros de “lar”, os animais. Se você gosta de música clássica e, além disso, está disposto a seguir os nossos conselhos para que seu o seu cão a escute, se criará um vínculo muito especial entre vocês.

Porque a música não só alimenta a mente, mas também a alma.

FONTE

Notícias, Novidades

Qual tipo de música é mais popular no Brasil?

De norte a sul do Brasil, não deu outra: hits de pagode dominam as listas de mais pedidas nas principais rádios do país. Junto com o sertanejo, o segundo gênero mais popular, o pagode domina o ranking em rádios FM de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, Brasília, Fortaleza e Belém. E não é por acaso, já que os dois ritmos mais ouvidos são genuinamente brasileiros. O pagode surgiu no Rio de Janeiro nos anos 70, em festas que combinavam bebida, feijoada e, claro, samba. Já a música sertaneja nasceu no interior de São Paulo na década de 1920, quando ainda era chamada de caipira. De lá para cá, deixaram de agradar apenas a um grupo específico e caíram nas graças do povo.

O POVO QUER OUVIRNo ar, as mais pedidas nas rádios do Brasil*

32% PAGODE

Os pagodes românticos são os preferidos dos ouvintes brasileiros. E o cantor Belo, depois de amargar alguns anos na cadeia, voltou com força total com a música “Tudo

Mudou”, de seu último disco, Primavera, lançado em 2009. Ele aparece nos top 5 de cinco das dez rádios pesquisadas, dominando as primeiras posições no Rio de Janeiro, em Porto Alegre e em Salvador

20% SERTANEJO

Atualmente, o pagode lidera o ranking das mais pedidas, mas, em 2009, o gênero mais tocado foi o sertanejo, nas vozes de João Bosco e Vinicius, Victor e Leo, Cesar Menotti e Fabiano, Fernando e Sorocaba, entre outros. As duplas são os expoentes do gênero sertanejo universitário, que neste ano ganhou a companhia do furacão Luan Santana

16% INTERNACIONAIS

“Alejandro”, de Lady Gaga, é a primeira nas rádios de São Paulo e também aparece no ranking de Porto Alegre. Justin Bieber entra no top 5 dos paulistas, com “Baby” e “One Time”. Já no ano passado, a lista era bem diferente. As mais tocadas foram “Boom Boom Pow”, do Black Eyed Peas; “I’m Yours”, de Jason Mraz; e “Halo”, de Beyoncé

14% POP/ROCK NACIONAL

NX Zero carrega nas costas o desempenho do rock brasileiro nas rádios. A banda também é uma das recordistas de dowloads pagos no Brasil – mais de 100 mil só em 2009. Sandy aparece na lista de Belo Horizonte, e Paula Fernandes é uma das mais pedidas em Brasília

10% FORRÓ

Em Fortaleza e em Belém, o forró domina as paradas. Garota Safada, Forró do Muído e Desejo de Menina são três das bandas mais pedidas na capital do Ceará, uma das cidades com mais tradição no gênero musical

4% AXÉ

Aparece entre as mais pedidas de Salvador e Belém. Psirico, com “Firme e Forte”, e Cláudia Leitte, com “Famosa”, estão no topo. O fênomeno do “Rebolation”, do grupo Parangolé, também não fica de fora. Em 2009, o gênero era representado pela baiana Ivete Sangalo com a música “Agora Eu Já Sei”

2% RAP

O Sampa Crew é o único representante do gênero na lista. Em Salvador, eles ocupam o segundo lugar no top 5 das mais pedidas. Bem diferente do rap original, que surgiu na Jamaica e ganhou as periferias dos EUA, o grupo brasileiro aposta em uma mistura de rap romântico com charm, funk e soul

2% FUNK

O único funk da lista só estava nas mais pedidas de uma rádio carioca. Depois da febre do “Cerol na Mão”, do Bonde do Tigrão, e do “Melo do Créu”, de MC Créu, sucesso em 2005, os funkeiros têm que se contentar com a música “Chantilly”, do cantor Naldo

– De cada dez CDs vendidos no Brasil, metade são cópias falsas. Em 2009, foram retirados do mercado 45,53 milhões de CDs e DVDs piratas

FORMATO MUSICAL
A música em MP3 está em alta, mas os já nostálgicos CDs ainda movimentam o mercado no BrasilFORMATO DIGITAL11,9%

DVDS E BLU-RAY*

28,1%

CDS

60%

CAMPEÕES DE DISCOS
Sertanejos e religiosos foram os recordistas em vendas em 2009263.602 CÓPIASPADRE FÁBIO DE MELLO

ÁLBUM Iluminar

GÊNERO Religioso

261.483 CÓPIAS

ZEZÉ DI CAMARGO & LUCIANO

ÁLBUM Zezé Di Camargo & Luciano (2008)

GÊNERO Sertanejo

239.151 CÓPIAS

BEYONCÉ

ÁLBUM I Am… Sacha Fierce

GÊNERO Internacional

206.402 CÓPIAS

ROBERTO CARLOS

ÁLBUM Elas Cantam Roberto Carlos

GÊNERO MPB

205.877 CÓPIAS

VÁRIOS

ÁLBUM Promessas

GÊNERO Religioso

* Pesquisa realizada em dez rádios brasileiras em julho de 2010: Jovem Pan FM (SP), Transamérica (SP), FM O Dia (RJ), Beat 98 (RJ), Cidade (RS), BH FM (MG), Piatã FM (BA), Mega FM (DF),FM 93

FONTE Ecad; Havocscope.com; Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD); International Federation of the Phonographic Industry (IFPI); Sony Music; Som Livre; International Intellectual Property Alliance

Notícias

História do Hino Nacional do Brasil

A história do Hino Nacional do Brasil é pouco divulgada e geralmente se restringe a breves comentários sobre os autores da letra, Joaquim Osório Duque Estrada, e da música, Francisco Manuel da Silva.

A História do Hino Nacional do Brasil é recheada de fatos interessantes, mas infelizmente pouco divulgados. Tradicionalmente, o que sabemos sobre o Hino é referente aos autores da letra e da música.

A letra foi escrita por Joaquim Osório Duque Estrada e a música, elaborada por Francisco Manuel da Silva. O Hino Nacional Brasileiro foi criado em 1831 e teve diversas denominações antes do título, hoje, oficial. Ele foi chamado de Hino 7 de abril (em razão da abdicação de D. Pedro I), Marcha Triunfal e, por fim, Hino Nacional.

Com o advento da Proclamação da República e por decisão de Deodoro da Fonseca, que governava de forma provisória o Brasil, foi promovido um Grande Concurso para a composição de outra versão do Hino. Participaram do concurso, 36 candidatos; entre eles Leopoldo Miguez, Alberto Nepomuceno e Francisco Braga.

O vencedor foi Leopoldo Miguez, mas o povo não aceitou o novo hino, já que o de Joaquim Osório e Francisco Manuel da Silva havia se tornado extremamente popular desde 1831. Através da comoção popular, Deodoro da Fonseca disse: “Prefiro o hino já existente!”. Deodoro, muito estrategista e para não contrariar o vencedor do concurso, Leopoldo Miguez, considerou a nova composição e a denominou como Hino da Proclamação da República.

Decreto 171, de 20/01/1890:

“Conserva o Hino Nacional e adota o da Proclamação da República.”

O Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil constituído pelo Exército e Armada, em nome da Nação, decreta:

Art. 1º – É conservada como Hino Nacional a composição musical do maestro Francisco Manuel da Silva.

Art. 2º – É adotada sob o título de Hino da Proclamação da República a composição do maestro Leopoldo Miguez, baseada na poesia do cidadão José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros Albuquerque.

É importante ressaltar que a canção que representa uma nação, como o Hino Nacional do Brasil, exalta fatos acontecidos, simboliza todas as lutas por ela passadas, carrega a identidade de um povo e a grande responsabilidade de ser o porta-voz da Nação brasileira para o restante do mundo.

Hino Nacional do Brasil

Letra de Joaquim Osório Duque Estrada
Música de Francisco Manuel da Silva

Parte I

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heroico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Parte II

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
“Nossos bosques têm mais vida”,
“Nossa vida” no teu seio “mais amores.”
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
– “Paz no futuro e glória no passado.”
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Por Lilian Aguiar
Graduada em História
Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/hinonacionaldobrasil.htm

Notícias, Novidades

A psicologia da música permite um treino eficaz

Para alguns atletas e para muitas pessoas que correm, levantam pesos e fazem exercícios de outra forma, a música não é supérflua, é essencial para o desempenho e um treino satisfatório. Embora algumas pessoas prefiram livros de áudio, podcasts ou sons ambientes, muitos outros dependem de batidas e letras mexendo para manter-se motivado no exercício.

Nos últimos 10 anos, o conjunto de pesquisas sobre músicas de exercício inchou consideravelmente, ajudando psicólogos a refinar suas idéias sobre por que o exercício e a música são de tal emparelhamento eficaz para muitas pessoas, assim como a música muda o corpo e mente durante o esforço físico. Música distrai as pessoas de dor e fadiga, eleva o humor, aumenta a resistência, reduz o esforço percebido e pode até promover a eficiência metabólica. Ao ouvir música, as pessoas correm mais longe, andam de bicicleta e nadam mais rápido do que o habitual, muitas vezes sem perceber. Em uma revisão de 2012 da pesquisa, Costas Karageorghis da Brunel University, em Londres, um dos maiores especialistas do mundo em psicologia da música do  exercício, escreveu que se poderia pensar a música como “um tipo de droga para melhorar o desempenho.”

A seleção de música de treino eficaz não é tão simples como se enfileira uma série rápida.Deve-se considerar as memórias, emoções e associações que evocam canções diferentes. Para algumas pessoas, a medida em que eles se identificam com o estado emocional do cantor e ponto de vista determina como eles se sentem motivados. E, em alguns casos, os ritmos da melodia subjacente pode não ser tão importante quanto a cadência das letras. Nos últimos anos, alguns pesquisadores e empresas têm experimentado novas maneiras de motivar os exercícios através de seus ouvidos, como um aplicativo do smartphone que orienta a fuga do ouvinte a partir de zumbis em um mundo pós-apocalíptico e um dispositivo que seleciona músicas com base na taxa de um corredor .

Deixe seu corpo se mover para a música. A pesquisa sobre a interação de música e exercício remonta a pelo menos 1911, quando o americano Leonard Ayres descobriu que os ciclistas pedalavam mais rápido, enquanto a banda estava tocando do que quando estava em silêncio. Desde então, os psicólogos conduziram cerca de cem estudos sobre a forma de desempenho de mudanças da música nas pessoas em uma variedade de atividades físicas, que variam em intensidade, de passear a corrida. Olhando para a pesquisa como um todo, algumas conclusões são claras.

Duas das qualidades mais importantes da música de treino são:tempo ou velocidade e o que os psicólogos chamam de resposta de ritmo, que é mais ou menos o quanto uma música te faz querer dançar. A maioria das pessoas têm um instinto para sincronizar seus movimentos e expressões com música .Que tipo de música desperta este instinto varia de cultura para cultura e de pessoa para pessoa. Para fazer algumas generalizações, músicas rápidas com batidas fortes são particularmente estimulantes, assim que encher a listas da maioria das pessoas que treinam. Em uma pesquisa recente de 184 estudantes universitários, por exemplo, os tipos mais populares da música de exercício foram  hip-hop (27,7 por cento), rock (24 por cento) e pop (20,3 por cento).

Alguns psicólogos sugerem que as pessoas têm uma preferência inata de ritmos em uma freqüência de duas hertz, o que é equivalente a 120 batimentos por minuto (bpm), ou duas batidas por segundo. Quando lhe pediram para tocar seus dedos ou o pé, muitas pessoas inconscientemente resolaram em um ritmo de 120 bpm. E uma análise de mais de 74 mil canções populares produzidas entre 1960 e 1990 constatou que 120 bpm foi o pulso mais prevalente.

Ao correr em uma esteira, no entanto, a maioria das pessoas parecem favorecer música em torno de 160 bpm. Web sites e aplicativos de smartphones como Songza  ajudam as pessoas a coincidir com o ritmo de sua música de treino para o seu ritmo de corrida, recomendando canções tão rápidas quanto 180 bpm para uma milha de sete minutos, por exemplo. Mas a pesquisa mais recente sugere que um efeito ocorre em torno de 145 bpm, mas nada parece contribuir com a motivação adicional. Na ocasião, a velocidade e o fluxo das letras substituem o ritmo subjacente: algumas pessoas trabalham para canções de rap, por exemplo, com densas letras faladas rapidamente sobrepostas em uma melodia relativamente madura.

Embora muitas pessoas não sentem a necessidade de correr ou se mover no tempo exato com sua música de treino, a sincronia pode ajudar o corpo a usar a energia de forma mais eficiente. Ao mover ritmicamente a uma batida, o corpo não pode ter que fazer ajustes como muitos movimentos coordenados como seria sem regulares estímulos externos. Em um estudo de 2012 por CJ Bacon de Sheffield Hallam University, Karageorghis e seus colegas, os participantes que pedalaram no tempo da música necessitou de menos oxigênio para fazer o mesmo trabalho que os ciclistas que não sincronizaram seus movimentos com a música de fundo. Música, ao que parece, pode funcionar como um metrônomo, ajudando alguém a manter um ritmo constante, reduzindo passos em falso e diminuindo o gasto energético.

 Estendendo esta lógica, Shahriar Nirjon da Universidade da Virgínia e seus colegas desenvolveram um leitor de música pessoal que tenta sincronizar música com o ritmo de um corredor e frequência cardíaca. Acelerômetros e um pequeno microfone embutidos em um par de fones de ouvido avaliam o ritmo do corredor e gravam o pulsar dos vasos sanguíneos. O dispositivo sem fio transmite os dados coletados por meio de um smartphone a um computador remoto que escolhe a próxima música.

Uma pesquisa recente esclarece não só que tipo de música é mais adequada para um treino, mas também como a música incentiva as pessoas a manter o exercício. A distração é uma explicação. O corpo humano está constantemente monitorando si mesmo. Depois de um certo período de duração do exercício, o exato varia de pessoa para pessoa e a fadiga começa a definir. O corpo reconhece sinais de extremo esforço, aumento dos níveis de lactato nos músculos, coração vibrando, o aumento da produção de suor e decide que precisa de uma pausa. Música concorre com esse feedback fisiológico para a atenção consciente do cérebro. Da mesma forma, a música muitas vezes muda a percepção das pessoas de seu próprio esforço durante um treino: parece mais fácil de executar esses 10 milhas ou completar um bíceps extras quando Beyoncé ou Eminem está ali com você.

“Dado que o exercício é muitas vezes cansativo, chato e difícil, qualquer coisa que alivia esses sentimentos negativos seriam bem-vindos”, Karageorghis explica. Os benefícios de distração são mais pronunciadas durante o menor para o exercício de intensidade moderada. Quando se contraem exercícios de alta intensidade, a música perde o seu poder para substituir as sensações físicas de cansaço, mas ainda pode mudar a maneira como as pessoas respondem a essa fadiga. A música certa eleva o humor e convence as pessoas para enfrentar ondas de exaustão, em vez de desistir. Karageorghis adverte, porém, contra a ouvir música durante a execução em áreas fortemente traficadas quando a distração de fadiga é grande, desde que não a coloque em perigo.

 A música também aumenta a resistência, mantendo pessoas inundada de emoções fortes. Ouvir música é muitas vezes uma experiência extremamente prazerosa e certas canções abrem as comportas mentais para as pessoas que controlam suas emoções em situações cotidianas. Se um identifica fortemente com as emoções do cantor ou perspectiva, a música torna-se mais motivacional.

Considere uma música de filme favorito de algum musical ou show da Broadway, como “One Day More” de Les Misérables, uma canção conjunto com uma melodia complexa e construção de energia ou “Defying Gravity” de mau, em que Elphaba, um personagem central, promete superar todos os limites impostos sobre ela. Além de melodias emocionantes e vocais, tais canções chamam imediatamente o ambiente inteiro do desempenho e despertam memórias de caracteres específicos que fazem parte de uma narrativa complexa. Esta malha de associações e conotações não fornece apenas uma perspectiva inspiradora para adotar, mas também toda uma realidade alternativa para entrar durante a execução  do exercício na esteira da academia.

A resposta emocional das pessoas à música é visceral. É, em parte, enraizada em algumas das mais antigas regiões do cérebro em termos de história evolutiva, e não no córtex humano que evoluiu mais recentemente.

Os cientistas sabem agora que, apesar de diferentes regiões do cérebro humano se especializam em diferentes sentidos de processamento de som, visão, tato, o cérebro usa a informação que recebe de um sentido para ajudá-la a entender o outro. O que as pessoas vêem e sentem ao ouvir voz ou música, por exemplo, as mudanças que ouvem. Música e movimento são particularmente envolvidos no cérebro. Estudos recentes sugerem que, mesmo se alguém está sentado perfeitamente ainda ouvindo música agradável aumenta a atividade elétrica em várias regiões do cérebro importante para os movimentos de coordenação, incluindo a área motora suplementar, cerebelo, gânglios basais e no córtex pré-motor ventral.

Na verdade, o cérebro humano pode ter evoluído com a expectativa de que, sempre que há música, há movimento, embora essa idéia emerge mais das mentes criativas de especular psicólogos evolucionistas que de evidência experimental. Antes da invenção das flautas de cana e outros instrumentos musicais, os nossos antepassados ​​provavelmente produziam as primeiras formas de música, cantando, gritando,  ou usando as cordas vocais, assim como fisicamente interagiam com seus próprios corpos, de outras pessoas e do meio ambiente. Um ritmo rápido provavelmente teria exigido movimentos rápidos: palmas rápidas ou pé estamparia, talvez. Profundas, sons altos teriam exigido grande energia e força cantando uma nota ou bater no chão ou uma pedra. Em sua concepção, a música era provavelmente uma extensão do corpo humano. Talvez o cérebro lembra-o dessa maneira.

FONTE

Notícias

7 ESTILOS MUSICAIS QUE MAIS FORAM ADORADOS E ODIADOS NO BRASIL

A música é uma boa combinação entre vários ritmos e sons, que vão sendo organizados ao longo da melodia. E muito mais que isso, ela é capaz de combinar e despertar um monte de sentimentos em nós, meros ouvintes. Mas já percebeu como ela também tem o poder de aproximar e afastar as pessoas? É comum que  um grupo passe a ter maior intimidade por possuírem os mesmos gostos musicais. É algo que acontece muito no Brasil e pelo mundo.

É claro que sempre existe aquele gênero musical que mais te agrada. Em contrapartida, também deve existir aquele que você simplesmente não suporta. O mundo é exatamente isso, diversidade…. O  que explica os motivos para existirem tantos conteúdos, produzidos de tantas formas diferentes. Pensando nisso, nós aqui da Fatos Desconhecidos separamos abaixo 7 estilos musicais que mais foram adorados e odiados no Brasil. Confere aí!

1 – Emo

Houve um período em que o Brasil era dominado pelos emos. Por todo lugar em que você andasse, encontraria pelo menos um adolescente com um corte de cabelo diferentão, maquiagem carregada, vestido de preto e com detalhes rasgados. Bem, esse visual era influenciado por um estilo musical que tem o mesmo nome, mas também é conhecido como emocore.

Caracterizado por ser um tipo de música completamente diferente, possui musicalidade melódica e bastante expressiva. Em grande parte das vezes, as letras possuem caráter confessional. Teve origem em Washington, nos Estados Unidos, por volta da década de 1980 e daí, ganhou o mundo.

2 – Screamo

Embora sejam parecidos, o emo e o screamo possuem divergências. Fato é que não dá pra falar de um, sem mencionar o outro. O screamo surgiu por volta da década de 1990, também nos Estados Unidos, carregando influências do hardcore, do punk e do post-hardcore. É um estilo mais agressivo e que, embora também conte com letras sentimentais, elas aparecem de forma menos frequente. No mais, também já foi bastante aclamado e odiado no Brasil.

3 – Tecnobrega

Vamos então para algo totalmente diferente e que tem raízes nacionais: o tecnobrega. Esse estilo musical nasceu em Belém do Pará, sendo representado no Brasil principalmente pela Banda Calypso… E também pela Gaby Amarantos. É uma mistura entre o carimbó, o brega tradicional, forró, merengue e até a música eletrônica. Ao ouvir esse tipo de som, podemos perceber que a guitarra e os sintetizadores são os personagens principais. Embora seja tradicional de nossa cultura, não é algo que agrada a todos e até hoje, é mais popular na região nordestina do país.

4 – K-pop

Brasil

O termo é uma abreviação para korean pop, um tipo de música originada na Coreia do Sul. É muito marcado por seus elementos audiovisuais, já que os clipes também são partes importantes para caracterizar a melodia. O movimento ganhou mais força no Brasil somente no ano de 2012, após o rapper sul-coreano Psy virar um fenômeno na internet e explodir com a música “Gangnam Sttyle”. Ainda é um dos estilos musicais mais amados e odiados em nosso país.

5 – Pagode

Quem é que não tem aquele parente que sempre coloca um pagode nas festinhas entre família? Se você não for essa pessoa, é provável que conheça um caso assim. É um estilo musical que também tem origem brasileira. Para ser mais específico, nasceu no Rio de Janeiro, entre o fim da década de 1970 e o início da década de 1980, como uma proposta alternativa ao samba. Tudo aconteceu a partir das tradições onde o samba era tocado nos “fundos de quintal”, entre família e amigos mesmo. É o tipo de estilo que, ou você gosta ou não gosta… É difícil ter meio termo.

6 – Funk

Brasil

Sim, não poderíamos deixar de mencionar o funk. Originalmente, o funk tem suas raízes nos Estados Unidos. No entanto, assim que chegou ao Brasil ele ganhou uma personalidade autêntica e completamente brasileira, fugindo do que era conhecido no exterior. O funk carioca, principalmente, nasceu carregado por batidas repetidas e envolventes, aliadas à letras pesadas e que faziam apologia ao sexo e objetificação da figura feminina. Não é preciso explicar o motivo para ter sido, e ainda representar grande contradição no gosto popular brasileiro.

No entanto, vale lembrar o que o gênero foi sendo modificado ao longo do tempo, abrindo espaço para o poder feminino e deixando um pouquinho de lado as letras pesadas. No entanto, continua sendo amado e odiado pelo Brasil.

7 – Metal

E quem sempre bateu de frente com o funk? Sim, o rock e todas as suas vertentes. Mas, aqueles que sempre pegaram mais pesado foram os famigerados metaleiros. O Heavy Metal é um estilo musical que nasceu entre 1960 e 1970. Suas origens constam entre o Reino Unido e os Estados Unidos. Tem suas raízes no rock psicodélico e outros gêneros do metal, marcado por um som bem mais encorpado, caracterizado pela distorção nos amplificadores, explorando a guitarra  e criando riffs únicos.

O estilo carrega consigo um fardo pesado, sendo estereotipado como um gênero que cultua forças malignas. Por ser mais agressivo e carregar tal estigma, também sempre se encontrou em posição controversa no Brasil… Existem aqueles que amam, e os que odeiam com todas as forças.

E então pessoal, o que acharam? Conhecem algum outro estilo musical amado e odiado em nosso país? Compartilhem com a gente aí pelos comentários!

FONTE
Notícias

Música ativa região do cérebro ligada ao raciocínio e concentração

Música ativa região do cérebro ligada ao raciocínio e concentração A música acompanha a humanidade desde seus primórdios como elemento que envolve e emociona as pessoas. Nos últimos anos, estudos científicos têm mostrado que a musicalização e o aprendizado de um instrumento também podem ajudar na assimilação de conteúdos trabalhados em disciplinas que exigem raciocínio lógico e concentração. A razão disso é a estimulação de regiões do cérebro ativadas especialmente no estudo de matérias como matemática e línguas, que também atuam no processamento e produção de sentido e emoção da música.

De acordo com Aurilene Guerra, mestre em neuropsicologia e professora de Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a escuta ativa exige o desenvolvimento da capacidade de concentração, além de promover a criatividade por meio da sensibilização do aluno.

“Na última década, houve uma grande expansão nos conhecimentos das bases neurobiológicas do processamento da música, favorecida pelas novas tecnologias de neuroimagem”, conta Aurilene. Os estudos científicos comprovaram que o cérebro não dispõe de um “centro musical”, mas coloca em atividade uma ampla gama de áreas para interpretar as diferentes alturas, timbres, ritmos e realizar a decodificação métrica, melódico-harmônica e modulação do sistema de prazer e recompensa envolvido na experiência musical.

“O processo mental de sequencialização e espacialização envolve altas funções cerebrais, como na resolução de equações matemáticas avançadas, e que também são utilizadas por músicos na performance de tarefas musicais”, explica Aurilene.

Aurilene explica que o processamento da música começa com a penetração das vibrações sonoras no ouvido interno, provocando movimentos nas células ciliares que variam de acordo com a frequência das ondas. Os estímulos sonoros seguem pelo nervo auditivo até o lobo temporal, onde se dá a senso-percepção musical: é nesse estágio que são decodificados altura, timbre, contorno e ritmo do som. O lobo temporal conecta-se em circuitos de ida e volta com o hipocampo, uma das áreas ligadas à memória, o cerebelo e a amígdala, áreas que integram o chamado cérebro primitivo e são responsáveis pela regulação motora e emocional, e ainda um pequeno núcleo de massa cinzenta, relacionado à sensação de bem-estar gerada por uma boa música.

“Enquanto as áreas temporais do cérebro são aquelas que recebem e processam os sons, algumas áreas específicas do lobo frontal são responsáveis pela decodificação da estrutura e ordem temporal, isto é, do comportamento musical mais planejado”, acrescenta Aurilene.

Segundo a professora, estudos científicos apontaram uma correspondência significativa entre a instrução musical nos primeiros anos de vida e o desenvolvimento da inteligência espacial, responsável por estabelecer relações entre itens e que favorece as habilidades matemáticas, necessárias ao fazer musical no processo de divisão de ritmos e contagem de tempo.

Porém, para aproveitar os benefícios da aprendizagem, é necessário que a motivação parta do próprio estudante. Aurilene cita estudos que colocam que as diferenças individuais entre crianças são imensas e não parecem ser reduzidas por meio do treinamento, já que a habilidade musical envolve uma grande predisposição genética. Mesmo que nem todos os alunos estejam destinados a se tornar profissionais, o processo de interpretação musical desenvolve em certo nível a coordenação motora, concentração e raciocínio lógico, além de ser uma atividade que proporciona bem-estar, otimizando a fixação de conteúdos.

“No contexto escolar, a música tem a finalidade de ampliar e facilitar a aprendizagem do aluno”, diz Aurilene. “Ela favorece muito o desenvolvimento cognitivo e sensitivo, envolvendo o aluno de tal forma que ele realmente cristalize na memória uma situação.”

Os benefícios na prática
O reconhecimento da importância do estudo da música para o desenvolvimento e formação pessoal dos alunos já foi formalizado pelo governo em 2008, com a sanção da Lei nº 11.769. A medida torna obrigatório, mas não exclusivo, o ensino da música na educação básica – o que significa que a atividade pode ser integrada a disciplinas como artes, sem constituir uma matéria específica. Isso contribuiu para o veto do artigo que determinava que as aulas fossem ministradas por profissionais da área, alegando-se ainda que muitos músicos em atividade no país não tinham formação especializada para exercer a profissão.

Questões como a concepção de música como conteúdo, em vez de disciplina, e a falta de profissionais capacitados para o ensino da atividade devem entrar na pauta de discussões do Conselho Nacional de Educação (CNE). Por fim, a lei estabelecia um limite de três anos letivos para que as instituições de ensino implantassem a atividade na grade curricular.

Com o encerramento do prazo em 2011, ainda não existem dados estatísticos sobre a implantação da atividade nas escolas, mas o Ministério da Educação pretende desenvolver uma pesquisa para levantar experiências que tiveram sucesso e possam ser replicadas. Um dos exemplos bem-sucedidos que ampliou suas atividades com o advento da lei é o projeto Música nas Escolas, desenvolvido desde 2003 em Barra Mansa, região sul do Rio de Janeiro.

A iniciativa atua em escolas da rede municipal desde a educação infantil até o nono ano do ensino fundamental e é mantida por recursos da Secretaria Municipal de Educação, recebendo apoio de empresas privadas como a Light e a Votorantim. A ideia surgiu como uma tentativa de reestruturar as atividades de iniciação musical já existentes em colégios e creches do município, cuja oferta era limitada e pouco qualificada. Atualmente, o projeto atende 22 mil jovens e dispõe de uma orquestra sinfônica que já trabalhou com renomados solistas nacionais e estrangeiros.

Vantoil de Souza, coordenador do Música nas Escolas e diretor artístico da orquestra sinfônica conta que o projeto oferece atividades obrigatórias e optativas aos estudantes. O trabalho de musicalização realizado em classe por monitores qualificados inclui matérias como percepção musical, desenvolvimento rítmico e prática de canto e canto coral; a partir da 6ª série, as aulas são inseridas na disciplina de Educação Artística.

Como atividade facultativa, está a prática instrumental, cujas aulas são ministradas nas escolas que servem como polos musicais e abrigam os instrumentos que compõem a orquestra. “Embora a lei não determine a prática instrumental, ela é necessária para que o aprendizado teórico se verifique na prática”, diz Souza.

O maestro ressalta que a aprendizagem teórica isolada não provoca o desenvolvimento do raciocínio lógico e da sensibilidade atribuída ao estudo da música. “Sem a prática, o conhecimento do aluno fica privado de tudo o que é desenvolvido em contato com a acústica, sonoridades e interpretação das obras, além dele não receber a carga emocional que norteia a música enquanto prática”, observa Souza.

No entanto, tanto a lei quanto o projeto não visam a transformar os estudantes em músicos à força, mas oferecer a oportunidade de especialização àqueles que se interessarem pela prática, podendo inclusive facilitar o ingresso em cursos de graduação na área por meio de um convênio com a universidade local. “A obrigatoriedade implementada pela lei diz respeito aquele conteúdo que pode ser aproveitado por qualquer aluno, pois a música é parte do cotidiano das pessoas. Não se pode obrigar ninguém a tocar um instrumento, isso já é uma questão vocacional”, completa Souza.

O acompanhamento dos alunos participantes do projeto verificou de fato o desenvolvimento do raciocínio lógico e da capacidade de concentração, o que pode atuar como um grande ganho no aprendizado de outras disciplinas. Souza acrescenta que houve redução no índice de reprovações, e diz que o sistema de prática instrumental, realizado no turno contrário, também promove indiretamente um benefício social. “O aluno passa a ter praticamente educação em período integral. Depois do horário de aula, ele volta para o colégio ou vai para algum dos polos participar de ensaios. Como 87% do nosso atendimento é feito em escolas da periferia, isso o afasta de problemas sociais que ele poderia ser exposto”, explica o maestro.

Fonte: https://www.terra.com.br/noticias/ciencia/pesquisa/musica-ativa-regiao-do-cerebro-ligada-ao-raciocinio-e-concentracao,dafa00beca2da310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

Notícias, Novidades

Espetáculo lítero-musical: Vitrines de Poesia

“Vitrines de Poesia” é o resultado da união entre Literatura e Música. Trata-se de um espetáculo lítero-musical, que parte de temas variados como o cotidiano, a existência, e os sentimentos humanos, enfim a vivência na cidade. O repertório consiste de composições e poesias de vários escritores e compositores brasileiros, e de obras que estejam em domínio público. É apresentado também neste repertório composições autorais de Flavio Vespero.

Inscrições: Não há inscrições
Classificação Etária: Livre
Site: http://www.santoandre.sp.gov.br/biblioteca/pesquisa/
Mais Informações: (11) 4433-0760
Localização: Biblioteca Nair Lacerda
Endereço: Praça IV Centenário, s/nº – Centro – Santo André.
14/04/2018 às 10:00 (45 minutos)
Preço: Grátis

Notícias, Novidades

Musicoterapia: a música como tratamento para doenças

A musicoterapia é utilizada para aliviar e auxiliar no tratamento de diversas doenças e transtornos. Conheça todos os detalhes dessa técnica

Ao imaginarmos até que ponto os benefícios das canções podem chegar, é de conhecimento de poucos que os acordes e tons são capazes de contribuir no tratamento de diversos transtornos e, até mesmo, de levar alegria para as pessoas que estejam enfrentando uma situação conturbada. Acredite: isso já existe e se chama musicoterapia (possui, inclusive, graduação em ensino superior).

Como funciona a musicoterapia

“A musicoterapia é aplicada em tratamentos da área da saúde, pois desenvolve na pessoa a alegria e a motivação. Àquelas pessoas que se encontram em uma situação de vazio, de solidão, causada por uma doença ou por um momento, a música as transporta para outra realidade”, comenta o musicoterapeuta David Maldonado.

O profissional também exemplifica outros momentos em que as canções podem ser utilizadas; por exemplo, se uma pessoa tem dificuldade para se locomover, a música, por meio de sua frequência, irá determinar um ritmo, facilitando em sua mobilidade. Outro caso é o de alguém tem dificuldades em manter a atenção por muito tempo; com o tratamento, dedicará sua atenção aos instrumentos e na execução, potencializando sua concentração.

Indicações e benefícios

A equação música + tratamento pode resultar em melhorias para pessoas que sofrem com alguma disfunção. O musicoterapeuta elenca alguns casos:
– Estresse: “A pessoa deve identificar a origem desse problema e tomar algumas atitudes, que variam: ficar em silêncio, ouvir uma música boa de seu gosto pessoal que induza o relaxamento, seja instrumental ou não. Outra opção para auxiliar no alívio é tocar um instrumento, como a bateria”.
– Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH): “Além dos métodos terapêuticos, o paciente pode aprender a tocar algum instrumento musical, pois isso irá contribuir no tratamento”.
– Acidente vascular cerebral (AVC): “A música pode colaborar com a reabilitação social, emocional, física e, principalmente, da linguagem, porque a pessoa voltará a se expressar naturalmente”.
– Autismo: “Por meio da música, vemos, aos poucos, que as pessoas com autismo vão adquirindo uma maior expressividade, se organizando melhor, se acalmando e ampliando a atenção, o que resulta no processo da aprendizagem de novas capacidades”.

Notícias, Novidades

Cantar faz bem à saúde

Pesquisadora entra em grupo amador de canto e escreve livro para provar, com fundamento científico, porque soltar a voz faz bem

A escritora americana Stacy Horn publicou um livro que tenta provar com meios científicos o que quase todo mundo sente na pele: cantar faz bem à saúde. Em Imperfect Harmony: Finding Happiness Singing With Others (“Harmonia Imperfeita, Encontrando Felicidade Cantando com Outros”, na tradução literal, sem versão no Brasil), lançado no início de julho, a escritora conta a sua experiência e lança um convite geral para as pessoas participem de grupos de canto – e quanto mais amadores, melhor.

Horn entrou em um coral em Nova York quando tinha 26 anos e estava diagnosticada com depressão. Hoje, Horn recomenda o passatempo baseado em termos científicos.

Em termos de pesquisas, a área recebeu bastante atenção de cientistas ao redor do mundo, o que permitiu substituir as antigas especulações por informações mais palpáveis. Entre os fatos descobertos está o de que mais do que escutar, o ato de cantar melhora sensivelmente a produção de neurotransmissores responsáveis pelo controle da ansiedade, estresse e também pela sensação de prazer. Melhor do que simplesmente cantar, é cantar em grupo, e quanto mais amador melhor.

O uso da música como remédio ou instrumento mágico de cura é uma prática tão antiga quanto a própria música. Sob o nome de musicoterapia, especula-se os benefícios trazidos pela música a tratamento de depressão, esquizofrenia e até motores. Nestes casos, trata-se da aplicação da música em tratamentos neurológicos, como em casos de pacientes de Mal de Parkinson e Alzheimer, o que a dá outro nome: neuromusicoterapia.

Grupos de corais se tornaram objetos de estudo a partir dos bons resultados em termos de satisfação e saúde que apresentavam a seus membros. Além dos benefícios do ato de cantar em si, o coral ajuda a cumprir uma função social, extremamente importante para pacientes de doenças crônicas, por exemplo.

Um estudo de 2004, na Alemanha, avaliou alguns dos efeitos de se cantar em coral e constatou que a prática afeta positivamente a produção de cortisol, hormônio ligado ao controle do stress, imunidade e a presença de açúcar no sangue. Em 2012, o Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de Oxford concluiu que o ato de cantar (assim como o de dançar) desencadeava a produção de endorfina, ligada à imunidade a dor e à sensação de prazer. Os mesmos efeitos não foram percebidos em pessoas que apenas escutaram à música.

Dois pesquisadores turcos analisaram grupos submetidos a sessões de cantoria em grupo e concluíram que cantar afetou diretamente seus níveis de ansiedade. Outra equipe, formada por pesquisadores da Universidade de Cardiff, do País de Gales, concluiu que a presença de pacientes com câncer em corais afetou diretamente indicadores relacionados a qualidade de vida e depressão.

E uma equipe liderada por um sueco do Centro de Reparação Cerebral e Reabilitação, do Instituto de Neurociência da Suécia, concluiu que o ritmo da música afeta a respiração (tornando-a mais lenta e profunda) e o batimento cardíaco de quem canta. Isso permitiu se chegar ao fato de que o batimento dos membros de grupos de cantores estão perfeitamente sincronizados, algo bem próximo do que acontece com grupos de meditação e o seus mantras.

“Cantar em grupo é mais barato que terapia, mais saudável que beber e certamente é mais divertido do que malhar em alguma academia”, escreveu Horn na Time.

FONTE

Powered by themekiller.com